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Este blog, amador, foi criado com o intuito de divulgar atividades e acontecimentos relevantes da Serra do Caramulo, bem como o seu património! Fornece, também, informações importantes para quem pretende visitar e conhecer a região! "Viaje" pela Serra (des)conhecida, explorando os seus conteúdos!

Turismo Nacional- Serra do Caramulo

         “A estrada em macadame, de bom piso atravessa a Várzea de Águeda atapetada de verdes tenros que se agrupam com a distância  e polvilhada de casitas caiadas (...).
A estrada continua a subir, e depois de se passar por algumas aldeias ainda sem o aspecto serrano, atinge-se um lombo, numa curva, de onde se avista o espinhaço do Caramulo. Há uma ligeira descida e de novo trepamos, a caminho de São João do Monte, uma povoação alcandorada nos contrafortes da Serra. Mais adiante fica o primeiro povoado de características serranas, Paranho de Arca e depois de Paredes, no ponto mais alto da estrada, depara-se-nos uma paisagem cenográfica e luminosa na vertente voltada para Este. Percorridos 2 Km entramos em Paredes do Guardão. Uma estrada estreita de curvas apertadas, leva-nos até à castiça aldeia de Cadraços, de cunho acentuadamente serrano (...)  As mulheres usam capuchas de burel, tecido por elas próprias, por processos primitivos, com a lã das suas ovelhas. Achei curiosa  a maneira como as moças, ao vir da fonte transportavam as bilhas de duas asas, de bojo afunilado, semelhando ânforas; trazem-nas ao ombro e embiocadas nas capuchas, evocam assim as figuras de samaritanas (...) 
Deixando a aldeia de Cadraços, comecei a ascensão para o Caramulinho (...) 
Não abandonei o Cabeço da Neve sem profundamente embeber mais ainda os olhos no vastíssimo horizonte trazendo na retina indeléveis imagens (...)”. CONSTANT. D. (1945) (?).Turismo Nacional- Serra do Caramulo. Porto.

Caminhada no Património da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho

Informação disponível em: http://www.quercus.pt/destaques/196-eventos-1/4436-caminhada-no-patrimonio
Caminhada no Património da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho
A atividade denominada "Caminhada no Património da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho" está inserida no programa “Património das Freguesias – Quercus mais Freguesias e Coletividades” vai realizar-se no dia 12 de Setembro e é dinamizada pelo Núcleo Regional de Vila Real e Viseu da Quercus e conta a nível local com os apoios da União de freguesias de São João do Monte e Mosteirinho e  da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte.
Neste dia será apresentado o programa“Património das Freguesias – Quercus mais Freguesias e Coletividades”
INSCRIÇÕES: até 6ªfeira às 10h00, através do email: adcrsaojoaodomonte@sapo.pt.
(Para efeitos de seguro, os participantes devem fornecer os seguintes elementos no ato da inscrição: nome completo, número de cartão de cidadão e data de nascimento.)
CONCENTRAÇÃO: às 14h 45m junto ao Pelourinho de S. João do Monte
 AÇÃO ORIENTADA POR: Pedro Pereira; João Branco; João Baptista; Nelson Pereira
Participe! Texto e imagem extraído de: http://www.quercus.pt/destaques/196-eventos-1/4436-caminhada-no-patrimonio


Notícia extraída de: http://www.quercus.pt/images/PDF/QA/QA73.pdf

Caramulo Motorfestival

  O Caramulo Motorfestival é um evento dedicado aos automóveis e motociclos clássicos e desportivos e combina a competição com atividades lúdicas e turísticas.
Assim, trata-se de um evento orientado não só para os verdadeiros aficionados dos automóveis e motociclos, mas também para todo o público em geral, em especial para as famílias que podem desfrutar de um fim-de-semana inesquecível na Serra do Caramulo.
Ao longo de todo o traçado haverá guarda rails de acordo com as mais exigentes normas de segurança, bancadas em várias curvas e uma zona VIP, com uma visibilidade que abrange quase todo o circuito.   Texto adaptado a partir de: http://www.caramulo-motorfestival.com/
Imagem extraída de: http://www.caramulo-motorfestival.com
OUTROS TEMPOS
Fonte: Revista Automundo (1981).

Comércio Tradicional

O processo de descolonização português (1974-1975) obrigou o senhor José Monteiro a deixar Lourenço Marques e a regressar, rapidamente, à sua terra natal. Uma experiência, talvez, pouco feliz, para muitos portugueses, por ter sido um êxodo forçado e ter implicado a perda de condição social e económica.
 Dadas as circunstancias e devido à sua experiência neste setor, resolveu arrendar um espaço na rua principal de São João do Monte, onde, abriu uma mercearia. Era “a loja”, como referiram as pessoas.
Ali, vendia-se um pouco de tudo, pão, petróleo de iluminação, especiarias, carrinhos de linhas, dedais, vinho a copo… O espaço perdurou ao longo de mais de três décadas e o seu encerramento chegou ao fim no ano de 2013. O que fica? Fica a alma de um espaço e de personagens reais, que serão recordados num rol de histórias e imagens nostálgicas…
São 4:30 da madrugada, o velho despertador de corda toca e a mesa de cabeceira estremece, o senhor José levanta-se para tratar da loja. Aos primeiros raios de luz começava a receber os primeiros clientes, pessoas de trabalho que vinham aviar o seu pequeno-almoço ou mesmo o almoço, comprando pão, fruta, bebidas, latas de conserva, etc. Alguns aproveitavam para o seu habitual bagacinho (mata-bicho).
Durante o dia era um corrupio, pois não faltava clientela. Sempre simpático e amigo das crianças, adoçando-lhe a boca com pequenos mimos (rebuçados, etc).
Faziam parte das nossas vidas! Estavam presentes os guardiões deste comércio local!
Não só recebia, como dava, ajudando muitas pessoas a viver em momentos difíceis das suas vidas. Fiava e emprestava dinheiro a muita gente, cambiava os cheques da venda do leite e os vales dos pensionistas. A comunidade sentia que tinha ali um amigo com quem podia contar. Alguns abusavam da sua bondade…
Há uns anos atrás, sofreu um acidente vascular cerebral. Toda a gente pensava que seria o fim, porém, recuperou quase totalmente. Foi nesse período de doença que o seu irmão, Manuel, assumiu o negócio, possibilitando que a casa continuasse aberta. Após a sua recuperação, os dois irmãos geriram o negócio com a mesma honestidade e humanidade de sempre!
- Vamos encerrar! A casa não tem condições exigidas pela lei. Também não temos idade para grandes investimentos!
Assim aconteceu, o encerramento de um dos últimos redutos do comércio tradicional da freguesia de São João do Monte, foi inevitável. São as vicissitudes da vida e também danos colaterais de um capitalismo atroz que não tem espaço para os menos competitivos.
Foram acérrimos lutadores, pois começaram tudo de novo após a vinda de África e trabalharam muito para além da sua aposentação.
Enfim, tudo acaba! Prestamos-lhes, aqui, esta singela homenagem, recordando com saudade e um reconhecido bem-haja pelo respeito e amizade que dedicaram à comunidade.
Texto: O.S.P.           Publicado em Jornal de Tondela (16/0572013)

O Pisão de Matadegas

O passeio pedestre que o GAC (Grupo dos Amigos do Caselho) tinha agendado para domingo, vinte e seis de abril, foi adiado devido ao mau tempo. No entanto, um grupo de resistentes não deixou de visitar um dos locais mais interessantes que estava previsto na rota- o pisão de Matadegas. E assim aconteceu…

O jeep do Bruno levou-nos até onde foi possível! Do local onde ficou o jeep até ao pisão, localizado junto de uma corga, são cerca de duzentos e cinquenta metros, os quais têm de ser percorridos a pé!

Alguns dos elementos do grupo que, supostamente, saberiam o local do pisão não o conseguiram encontrar. A paisagem sofreu alterações devido ao corte de árvores e perderam-se pontos de referência. Nesta altura, era grande a probabilidade de não atingirmos o objetivo. Um simples telefonema resolveu o problema… Passados uns instantes, o Nelson, a Carla e o seu irmão mais novo, residentes na aldeia de Matadegas, apareceram no local para nos guiarem.

Ao chegar ao local, a beleza do espaço não nos deixou indiferentes. A combinação dos odores primaveris, a paisagem multicolor com predominância do verde da vegetação e o som da água a correr na corga, transmitiu-nos tranquilidade e serenidade necessárias para renovar forças e deliciar o corpo e o espírito. Se este cenário nos deixou satisfeitos, o mesmo não podemos dizer no que diz respeito ao edifício que albergava o pisão, sem telhas e cheio de plásticos!

A maceira, uma das peças mais importantes do pisão foi levada há mais de quinze anos, estando atualmente no museu Terra de Besteiros... No local ficaram os plásticos, presumivelmente, utilizados nas manobras de remoção.

Era bom que o engenho voltasse a trabalhar! O pisão a funcionar no próprio local e a beleza do espaço envolvente, tornariam o local um ponto ímpar de atração turística.

O Engenho
 
“O funcionamento dos pisões tinha como base um moinho hidráulico, onde o aproveitamento da água fazia mover todo o mecanismo em madeira. Este engenho utilizava-se no tratamento da lã, sobretudo do burel, apreciado para a confecção de capuchas, capas, mantas, casacos, entre outras utilizadas no Inverno.

A lã, depois de tratada e tecida ia para o pisão, onde era pisoada incessantemente com água a ferver. Esta fase da cadeia operatória tornava o pano de lã impermeável, resistente ao frio e à chuva.
A masseira exposta no Museu Terras de Besteiros, oriunda do Pisão de Matadegas, freguesia de São João do Monte, foi talhada num só tronco de castanho e fazia parte de um mecanismo que já não chegou aos nossos dias”.
Extraído de: http://www.cm-tondela.pt/index.php/servicos/museu-terra-de-besteiros/museu/item/2403-museu-municipal-terras-de-besteiros-pisoes-de-burel

Ciência Viva -26 de julho 2014

Imagem extraída de: www.cienciaviva.pt
Descrição da acção: Percursos no local emblemático de Portugal – Percursos na área da União de Freguesias de S. João do Monte e Mosteirinho- Serra do Caramulo, ao longo dos quais observamos e interpretamos aspectos biológicos, geológicos, paisagísticos e patrimoniais. Os nossos sentidos não ficarão alheios à frescura, cor e odores de ambientes ripários e outros. Uma análise das relações entre as zonas ribeirinhas e o tipo de seres vivos (flora e fauna), as rochas predominantes (granito e xistos) e um olhar especial para ações antrópicas na formação/aspeto da paisagem atual. 
Descrição da acção para divulgação: Percursos na área da União de Freguesias de S. João do Monte e Mosteirinho- Serra do Caramulo, ao longo dos quais observamos e interpretamos aspetos, biológicos, geológicos, paisagísticos e patrimoniais. Itinerário da atividade:S. João do Monte- Mosteirinho- S. João do Monte. Localidade: S. João do Monte; Mosteirinho. Concelho:TONDELA. Ponto de Encontro: Pelourinho de S. João do Monte.
Fotos- 26/07/2014

A viagem do elefante

Espetáculo teatral de rua

“Em 2014 o Trigo Limpo teatro ACERT trilha Viseu Dão Lafões, celebrando os seus territórios e gentes. Pegadas sentimentais e literárias da vida de um criador de livros e de sonhos: José Saramago".”Fonte: http://www.acert.pt/aviagemdoelefante/posts/tondela-caramulo-o-espetaculo

FOTOGRAFIAS DO ESPETÁCULO EM: http://www.acert.pt/aviagemdoelefante/posts/fotogaleria-do-espetaculo-no-caramulo-tondela

 

VIDEO:  

Fonte: https://vimeo.com/100904623

Disponível em: http://www.acert.pt/aviagemdoelefante/

"O último adeus"


Sinopse

"Baseado numa história verídica, vivida entre os distritos de Viseu e Aveiro. Passamos por localidades como Tondela, Caramulo, Sernancelhe, Moimenta da Beira e Águeda. Três gerações de primogénitas vivem grandes histórias de amores inesquecíveis.Dionora vive pobremente mas feliz com António. Até ao dia em que descobrem a doença fatal vivida nos anos cinquenta, a tuberculose (...)" Extraído de: http://www.wook.pt/ficha/o-ultimo-adeus/a/id/15653203

Incêndios na Serra do Caramulo- verão 2013


Local onde faleceu Ana Rita Pereira ( 22/08/13).
À memória de: 
Ana Rita Pereira, 24 anos, corporação de Alcabideche.
Bernardo Figueiredo, 23 anos, corporação  do Estoril.
Cátia Pereira Dias, 21 anos, corporação de Carregal do Sal. 
Bernardo Cardoso, 18 anos, corporação de Carregal do Sal.





Os incêndios deste verão transformaram a Serra do Caramulo numa gigantesca fogueira, para desespero de muitas pessoas que sofreram a perda dos seus bens materiais e, pior do que isso, a perda de vidas humanas, o que é  dolorosamente trágico. Por enquanto, o negro domina a paisagem... Existem lugares que resistiram às chamas, constituindo oásis no meio de uma imensa área ardida...

Vamos postar diversos documentos ( fotografias, notícias...)  relacionados com os incêndios que ocorreram na Serra do Caramulo no verão de 2013. É nosso objetivo constituir um arquivo, de forma a alertar e a sensibilizar o público em geral para a preservação da floresta.
 Agradecemos, caso assim o entenda, que nos envie as suas fotografias e outros documentos que considere serem pertinentes no âmbito desta temática. O autor será devidamente identificado. Obrigado!
 Área ardida junto à vila do Caramulo. Elaborado a partir do Google earth.
 





Consequências
A área onde decorreu o incêndio (28/08/13…) apresenta declives elevados, assim, a destruição da vegetação vai alterar o regime hidrológico uma vez que, dada a natureza granítica dos solos, o escoamento superficial vai ocorrer em detrimento da infiltração, tão necessária para alimentar os lençóis freáticos bem como para regularizar o regime hídrico.

                                                                Fonte:IPMA
O escoamento superficial, por sua vez, aumentará o caudal de rios e ribeiras originando um grande transporte de materiais das zonas mais elevadas para as zonas de menor altitude – erosão hídrica, podendo provocar assoreamento no leito dos rios e aumentar o risco de inundação. A intensidade deste fenómeno é diretamente proporcional à quantidade de precipitação ocorrida… O dia vinte e quatro de dezembro de 2013 foi um “bom” exemplo.

Inauguração do CEISCaramulo

     No dia 20 de abril foi inaugurado o Centro de Estudos e Interpretação da Serra do Caramulo (CEISCaramulo).
     "Em fevereiro de 2011, o antigo Agrupamento de Escolas do Caramulo (agora integrado no Agrupamento de Escolas de Tondela Tomaz Ribeiro) foi convidado pela Fundação Montepio, conjuntamente com outras 50 escolas a nível nacional, a concorrer ao referido prémio. Foi então apresentado a concurso o "Conhecer o que é nosso, para preservar e valorizar", que veio a ser distinguido com o prémio escolar Montepio 2011, entregue a 15 de novembro, em cerimónia pública no auditório da Fundação Montepio, pelo Sr. Ministro da Educação.
    O projeto previa, entre outras iniciativas, a criação de um Centro de Estudos e Interpretação da Serra do Caramulo (CEISCaramulo). Esta iniciativa assume um papel central no projeto, uma vez que estabelece e consolida a relação com a comunidade local e perpetuará no tempo o próprio projeto.
      O CEISCaramulo que ficará sediado na vila do Caramulo, no edifício do Turismo, terá como missão promover o estudo e a investigação nos vários domínios e interesses, designadamente ambiental, geográfico, biológico, geológico, histórico, etnográfico, gastronómico, etc., da Serra do Caramulo, sem perder de vista o interesse económico e de promoção da região onde se enquadra, potenciando e promovendo o empreendedorismo local. Poderá constituir-se como uma mais-valia para o desenvolvimento sustentável desta região serrana, uma vez que é fundamental conhecermos o que temos e o que nos distingue dos demais para podermos projetar o futuro, valorizando o que é nosso". Extraído de: http://cfaeplanaltobeirao.webege.com/Documentos/inforceis.pdf

VII Capítulo da Confraria Gastronómica do Cabrito e da Serra do Caramulo


São João do Monte uma Vila Serrrana
"(...) há mais de 900 anos nasceu a vila de São João do Monte, tal como referiu José Julio Cesar, figura ilustre e natural  desta localidade que viveu entre os seculos XIX e XX.
        De facto, um dos registos mais antigos que faz referência a esta vila, remonta ao sec. XII, mais precisamente a 1131.  Este registo diz respeito à Carta de doação a Mestre Garino da vila de São João do Monte.   E desde já, podem levantar-se duas questões. Quem fez a doação? Quem foi  mestre garino?
       A doação foi feita pelo primeiro rei de Portugal. Nesse ano, Dom Afonso Henriques, doa a vila de São João do Monte com todos os seus termos a Mestre Garino, em recompensa dos serviços prestados.  Apesar de não se encontrarem registos com descrições detalhadas da figura de mestre Garino, sabe-se que era frade do Convento de Santa Cruz de Coimbra e que devia ser figura importante desse mesmo convento. (...)"

Ciência Viva em São João do Monte - 04-08-2012


Título: Património Ambiental da Freguesia de S. João do Monte


Org.: Quercus - Núcleo de Vila Real e Viseu
Data:  04-08-2012
Hora de Início: 10:00
Ponto de encontro: Pelourinho de S. João do Monte e Casa da Câmara
Nota: Levar roupa e calçado apropriados, chapéu, água, merenda, fato de banho e toalha

Inscrições em: http://www.cienciaviva.pt/