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Este blog, amador, foi criado com o intuito de divulgar atividades e acontecimentos relevantes da Serra do Caramulo, bem como o seu património! Fornece, também, informações importantes para quem pretende visitar e conhecer a região! "Viaje" pela Serra (des)conhecida, explorando os seus conteúdos!

Grande Incêndio de Águeda - agosto de 2016

Este  foi o maior incêndio, em área ardida, que afetou a Serra do Caramulo!

                                                                         Incêndio de 2016  (8/8/16): dados provisórios do ICNF.

Se 2013 foi um ano dramático, em termos de cheias para a cidade de Águeda,  com apenas área ardida (“incêndio de Guardão”) na bacia hidrográfica do rio Águeda, provavelmente em 2016 ( meses de outono e inverno) a situação poderá vir a ser mais grave (esperamos que não...) pois, existe uma vasta área ardida não só na bacia hidrográfica do Águeda, mas também na bacia do rio Alfusqueiro.

I- INÍCIO
O Grande Incêndio de Águeda com início no dia oito de agosto, subiu a serra do Caramulo pelo lado ocidente e, ainda, chegou a terras do concelho de Tondela.
Aspeto do início do incêndio- 08 de agosto de 2016.
II- CRONOLOGIA DOS ACONTECIMENTOS
Data e hora
(notícias)
Acontecimentos
Fonte da informação
08 agosto
13:11
“O incêndio que deflagrou às 4.09 horas em Préstimo, Águeda, distrito de Aveiro, obrigou a evacuar um lar de idosos e destruiu um armazém de materiais de construção no lugar de Á-dos-Ferreiros”.

08 agosto
17:43 
“Chamas em Águeda avançam rapidamente consumindo vastos locais de eucaliptos e cortando uma estrada nacional. A situação encontra-se caótica e o presidente da Câmara Municipal de Águeda avisa que não há meios suficientes para conter um incêndio que avança sem piedade”.

09 agosto
9:56
“Neste momento, estamos apenas com uma frente ativa de mato, que está na zona do Avelal. O resto já está controlado”, disse o autarca. O presidente da Câmara, do distrito de Aveiro, referiu ainda que o trabalho feito durante a última noite e madrugada foi “muito grande, porque aproveitou-se bem as condições atmosféricas para resolver o máximo de problemas”, adiantando que “houve algumas casas em risco, mas não houve problemas graves”.

10 agosto
11:33
“Jorge Almeida fala em "muitas, muitas frentes de incêndio, num rendilhado que impedia qualquer ataque mais organizado", num incêndio que dura há dois dias e que é aquele que nesta manhã de quarta-feira, com 300 operacionais, mais bombeiros concentra em Portugal Continental. O vereador da Proteção Civil diz que a esta hora a situação está mais calma e já "só" existem pelo menos quatro frentes de fogo ativas. Quanto a casas em risco, neste momento há apenas um caso a preocupar os bombeiros”.

10 agosto
13:56
“O incêndio florestal de Águeda, que voltou a estar ativo durante a madrugada devido ao vento forte que se faz sentir, está "descontrolado", tendo sido pedidos meios aéreos com urgência, disse fonte dos Bombeiros”. (...)
"Neste momento, estamos a precisar urgentemente de meios aéreos pesados. Já pedimos várias vezes, mas calculamos que os pedidos serão tantos que não há vazão para tudo", disse à Lusa, o comandante dos Bombeiros de Ílhavo, Carlos Mouro, que está a comandar as operações no terreno”.

11 agosto
06:15
“Aveiro era, por volta das 04:45, o distrito que concentrava o maior dispositivo de combate aos incêndios em Portugal Continental, com 1.191 operacionais e 379 viaturas alocadas ao combate de 13 incêndios.
Já os incêndios de Águeda continuava àquela hora a apresentar uma situação "desfavorável, mas a ceder aos meios de combate", e o incêndio de Anadia/ Mealhada também estava "desfavorável", acrescentou”.

12 agosto
23:48
“Ao quinto dia, o fogo que começou em Águeda galgou para o concelho vizinho de Sever do Vouga. As chamas já terão destruído mais de 7000 hectares”.

13 agosto
11:09
“O incêndio de Águeda, um dos dois fogos de grandes dimensões que lavram nas regiões de Aveiro e Viseu, está em fase de consolidação e poderá em breve ser dominado, estimou hoje o adjunto de operações nacional da Proteção Civil”.

13 agosto
11:21
“O incêndio de Águeda está dominado desde as 9:45 mas o comandante da Autoridade Nacional de Proteção Civil que está no local sublinha que ainda há muito trabalho para fazer porque o fogo tem grande potencial de reativação”.


III- METEOROLOGIA



IV- ÁREA ARDIDA
Aspeto de uma parte da área ardida  (limitada pela linha vermelha).
Limite este (E) da área ardida.

V- CONSEQUÊNCIAS/IMPACTES

Destruição de bens materiais

"O incêndio que deflagrou às 4.09 horas em Préstimo, Águeda, distrito de Aveiro, obrigou a evacuar um lar de idosos e destruiu um armazém de materiais de construção no lugar de Á-dos-Ferreiros".
Fonte: http://www.jn.pt/local/noticias/aveiro/agueda/interior/incendio-incontrolavel-coloca-casas-em-risco-em-agueda-5327432.html
Depreciação cénica na paisagem

    É terrível o impacto visual após um incêndio florestal! A imagem fala por si! 
Cheias, ravinamentos, enxurradas
Como se sabe a destruição da vegetação vai alterar o regime hidrológico uma vez que, o escoamento superficial vai ser elevado,  em detrimento da infiltração e, assim, aumentará o caudal de rios e ribeiras, agravando o risco de cheias, especialmente nos meses de outono e inverno.
Águeda, cidade com longo historial de cenários de cheias, localiza-se nas margens do rio com o mesmo nome da Cidade na sua secção inferior,onde este curso fluvial transporte água da maioria dos seus afluentes. As duas linhas de água que merecem mais atenção, por serem as mais caudalosas, são: o próprio rio Águeda e o rio Alfusqueiro (este último afluente do primeiro). A confluência ocorre junto da povoação de Bolfiar, para montante da cidade de Águeda.
O rio Alfusqueiro está, naturalmente, integrado na bacia hidrográfica do rio Águeda por ser seu afluente. Para melhor percebermos o que poderá vir a acontecer, individualizaremos estas bacias... 
Se 2013 foi um ano dramático, em termos de cheias para a cidade de Águeda,  com apenas área ardida (“incêndio de Guardão”) na bacia hidrográfica do rio Águeda, provavelmente em 2016 ( meses de outono e inverno) a situação poderá vir a ser mais grave (esperamos que não...) pois, existe uma vasta área ardida não só na bacia hidrográfica do Águeda, mas também na bacia do rio Alfusqueiro.

Destruição da fauna e flora e consequente perda de biodiversidade
Toda a fauna e flora de uma área percorrida por um incêndio florestal é gravemente afetada
Emissões de CO2
Um incêndio tem um efeito negativo, duplamente, ao nível das emissões, na medida que origina a libertação de gases com efeito estufa, como reduz a capacidade de absorção e armazenamento de CO2.
Quebra de receitas para a economia...
Após a passagem de um incêndio o valor comercial do material lenhoso desce consideravelmente, perdendo mesmo, em algumas situações, todo o seu valor.
Perda de Solo
A destruição da vegetação tem como consequência o desnudamento do solo ficando o mesmo mais suscetível à ação direta da chuva e dos ventos, levando à erosão do mesmo e ao seu empobrecimento por arrastamento dos nutrientes.
Espécies invasoras
...
...
VI- MEDIDAS DE APOIO
"AVISO N.º 24 / 2016
Avisam-se todos os munícipes que a Câmara Municipal de Águeda se encontra a efetuar o registo dos prejuízos de âmbito agrícola (culturas permanentes, temporárias, equipamentos e construções), resultantes do incêndio que deflagrou, no nosso concelho, no dia 8 de agosto de 2016.
Para o efeito, é necessário o preenchimento de um formulário próprio, pelo que os interessados devem dirigir-se à Junta de Freguesia da área de residência ou ao Gabinete de Atendimento ao Munícipe, na Câmara Municipal, até ao dia 30 de agosto, para posterior envio à Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro.
Águeda, Paços do Concelho, 19 de agosto de 2016
O Presidente da Câmara Municipal,
Dr. Gil Nadais" 
Fonte: https://www.facebook.com/profile.php?id=100011899307690&fref=nf&pnref=story

O “meu” mar de nuvens

“... o grande mar imóvel lembra uma planície gelada e
tem qualquer coisa de frio e desolador”
Jaime Cortesão
Quando refiro o “meu” mar de nuvens estou, com certeza, a ser pretensioso e irrealista. Acordar e contemplar, ao vivo, de um pequeno varandil um cenário igual ao da fotografia é, de facto, algo extraordinário! Uma tela com uma miscelânea de tonalidades: mar de nuvens e um céu crepuscular matinal muito especial. Magia da Natureza! Quem observa é invadido por inúmeras sensações e sentimentos permitindo uma longa narrativa... Existe algum sentimento de posse uma vez que, apenas, alguns dos mortais tiveram oportunidade de, naquele momento, observar aquele cenário e daí a expressão o “meu” mar de nuvens. Para me redimir deste capricho, um pouco egocêntrico, partilho a fotografia do momento e este texto.
Nos meses de outono e inverno a diminuição gradual da temperatura e movimentos ascendentes do ar dão lugar, a partir de certa altitude, que a atmosfera fique saturada, originando este Mar...
Todos os dias este blog é visitado !  

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Obrigado!

PARQUE NATURAL LOCAL VOUGA-CARAMULO

Fotografia extraída de: https://www.facebook.com/PNLVC/?fref=ts

“A política de conservação da natureza e da biodiversidade deve assentar num sólido conhecimento científico e técnico do património natural, sua distribuição geográfica, relevância e evolução. Daí que a opção estratégica seja, justamente, promover a investigação científica, o conhecimento e a monitorização de espécies, habitats e ecossistemas. Na verdade, não pode defender-se o que não se conhece. A proposta de Parque Natural assenta em motivos de natureza conservacionista, histórica, patrimonial, turística e paisagística, para além da sua especificidade de localização numa área de transição entre o litoral e o interior bem como a sua vocação enquanto espaço de recreio e lazer”. Extraído de: http://www.cm-vouzela.pt/. 






















Extraído de: http://www.cm-vouzela.pt/

“A diversidade biológica justifica a procura de mecanismos de gestão que permitam proteger esse património e valorizá-lo para usufruto de todos. A criação de uma área protegida é um dos instrumentos para essa gestão, permitindo concentrar a atenção da entidade gestora num território concreto, com objectivos bem definidos. Com a criação da área protegida, é necessário encontrar soluções que garantam que a criação de riqueza que lhe está associada beneficia as comunidades locais e a conservação do património natural. (...) As políticas de conservação da natureza são um serviço público que pretende garantir a valorização e preservação do património natural. No entanto, é útil que sejam entendidas também como motor de desenvolvimento local e regional, que se integrem no sistema económico e empresarial, numa lógica de benefício comum através do uso do património, como um capital natural que abre oportunidades de criação de riqueza”. Extraído de: http://www.cm-vouzela.pt/

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA “FOTOSSÍNTESE” NO POSTO DE TURISMO DO CARAMULO

"O regresso dos escritos de luz de Carlos Fernandes a um espaço de onde nunca saiu — uma serra florida e habitada.
Não há lugar para uma arte separada da vida, com coisas belas para admirar e formas feias para as mostrar. Se o que atualmente tentamos mostrar seja mostrado com arte (e não ao acaso ou por capricho), nada teremos para esconder.
"Fotografar traz-me à memória o prenúncio de instantes passados, vividos, presenciados ou apenas registados. Ao abraçar esta arte - a fotografia -, descobri um modo simples e eficaz de perpetuar esses momentos, mas também complexo.
Simples porque basta revelar essas impressões que, até esse momento, pertenciam apenas ao meu olhar. (…)
Como artista, sinto a necessidade de manter um certo “romantismo” nos momentos que vou registando através da minha objectiva.
Com este conjunto de fotografias - que intitulei de “Fotossíntese” - procuro restabelecer o contacto, de algum modo perdido, entre a arte e o público, mas, principalmente, entre as pessoas e o mundo que as rodeia, no sentido de algo vivo.
À semelhança de “Estância”, projeto em que dirigi o meu olhar aos sanatórios abandonados da Serra do Caramulo, volto a centrar a minha atenção nesta serra florida e habitada de vida para registar e compor esta história visual e ambígua. Desta vez, apresento uma perspectiva noturna e atenta ao pormenor".
Carlos Fernandes
“Um artista é aquele que, elaborando as suas próprias impressões subjectivas, sabe descobrir um significado objectivo geral e exprimi‑lo de maneira convincente.”
Máximo Gorki
Extraído de: http://ascoisasdomundo.blogs.sapo.pt/fotossintese-exposicao-de-fotografia-de-437810

Turismo Nacional- Serra do Caramulo

         “A estrada em macadame, de bom piso atravessa a Várzea de Águeda atapetada de verdes tenros que se agrupam com a distância  e polvilhada de casitas caiadas (...).
A estrada continua a subir, e depois de se passar por algumas aldeias ainda sem o aspecto serrano, atinge-se um lombo, numa curva, de onde se avista o espinhaço do Caramulo. Há uma ligeira descida e de novo trepamos, a caminho de São João do Monte, uma povoação alcandorada nos contrafortes da Serra. Mais adiante fica o primeiro povoado de características serranas, Paranho de Arca e depois de Paredes, no ponto mais alto da estrada, depara-se-nos uma paisagem cenográfica e luminosa na vertente voltada para Este. Percorridos 2 Km entramos em Paredes do Guardão. Uma estrada estreita de curvas apertadas, leva-nos até à castiça aldeia de Cadraços, de cunho acentuadamente serrano (...)  As mulheres usam capuchas de burel, tecido por elas próprias, por processos primitivos, com a lã das suas ovelhas. Achei curiosa  a maneira como as moças, ao vir da fonte transportavam as bilhas de duas asas, de bojo afunilado, semelhando ânforas; trazem-nas ao ombro e embiocadas nas capuchas, evocam assim as figuras de samaritanas (...) 
Deixando a aldeia de Cadraços, comecei a ascensão para o Caramulinho (...) 
Não abandonei o Cabeço da Neve sem profundamente embeber mais ainda os olhos no vastíssimo horizonte trazendo na retina indeléveis imagens (...)”. CONSTANT. D. (1945) (?).Turismo Nacional- Serra do Caramulo. Porto.

Caminhada no Património da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho

Informação disponível em: http://www.quercus.pt/destaques/196-eventos-1/4436-caminhada-no-patrimonio
Caminhada no Património da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho
A atividade denominada "Caminhada no Património da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho" está inserida no programa “Património das Freguesias – Quercus mais Freguesias e Coletividades” vai realizar-se no dia 12 de Setembro e é dinamizada pelo Núcleo Regional de Vila Real e Viseu da Quercus e conta a nível local com os apoios da União de freguesias de São João do Monte e Mosteirinho e  da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte.
Neste dia será apresentado o programa“Património das Freguesias – Quercus mais Freguesias e Coletividades”
INSCRIÇÕES: até 6ªfeira às 10h00, através do email: adcrsaojoaodomonte@sapo.pt.
(Para efeitos de seguro, os participantes devem fornecer os seguintes elementos no ato da inscrição: nome completo, número de cartão de cidadão e data de nascimento.)
CONCENTRAÇÃO: às 14h 45m junto ao Pelourinho de S. João do Monte
 AÇÃO ORIENTADA POR: Pedro Pereira; João Branco; João Baptista; Nelson Pereira
Participe! Texto e imagem extraído de: http://www.quercus.pt/destaques/196-eventos-1/4436-caminhada-no-patrimonio


Notícia extraída de: http://www.quercus.pt/images/PDF/QA/QA73.pdf

Caramulo Motorfestival

  O Caramulo Motorfestival é um evento dedicado aos automóveis e motociclos clássicos e desportivos e combina a competição com atividades lúdicas e turísticas.
Assim, trata-se de um evento orientado não só para os verdadeiros aficionados dos automóveis e motociclos, mas também para todo o público em geral, em especial para as famílias que podem desfrutar de um fim-de-semana inesquecível na Serra do Caramulo.
Ao longo de todo o traçado haverá guarda rails de acordo com as mais exigentes normas de segurança, bancadas em várias curvas e uma zona VIP, com uma visibilidade que abrange quase todo o circuito.   Texto adaptado a partir de: http://www.caramulo-motorfestival.com/
Imagem extraída de: http://www.caramulo-motorfestival.com
OUTROS TEMPOS
Fonte: Revista Automundo (1981).

Comércio Tradicional

O processo de descolonização português (1974-1975) obrigou o senhor José Monteiro a deixar Lourenço Marques e a regressar, rapidamente, à sua terra natal. Uma experiência, talvez, pouco feliz, para muitos portugueses, por ter sido um êxodo forçado e ter implicado a perda de condição social e económica.
 Dadas as circunstancias e devido à sua experiência neste setor, resolveu arrendar um espaço na rua principal de São João do Monte, onde, abriu uma mercearia. Era “a loja”, como referiram as pessoas.
Ali, vendia-se um pouco de tudo, pão, petróleo de iluminação, especiarias, carrinhos de linhas, dedais, vinho a copo… O espaço perdurou ao longo de mais de três décadas e o seu encerramento chegou ao fim no ano de 2013. O que fica? Fica a alma de um espaço e de personagens reais, que serão recordados num rol de histórias e imagens nostálgicas…
São 4:30 da madrugada, o velho despertador de corda toca e a mesa de cabeceira estremece, o senhor José levanta-se para tratar da loja. Aos primeiros raios de luz começava a receber os primeiros clientes, pessoas de trabalho que vinham aviar o seu pequeno-almoço ou mesmo o almoço, comprando pão, fruta, bebidas, latas de conserva, etc. Alguns aproveitavam para o seu habitual bagacinho (mata-bicho).
Durante o dia era um corrupio, pois não faltava clientela. Sempre simpático e amigo das crianças, adoçando-lhe a boca com pequenos mimos (rebuçados, etc).
Faziam parte das nossas vidas! Estavam presentes os guardiões deste comércio local!
Não só recebia, como dava, ajudando muitas pessoas a viver em momentos difíceis das suas vidas. Fiava e emprestava dinheiro a muita gente, cambiava os cheques da venda do leite e os vales dos pensionistas. A comunidade sentia que tinha ali um amigo com quem podia contar. Alguns abusavam da sua bondade…
Há uns anos atrás, sofreu um acidente vascular cerebral. Toda a gente pensava que seria o fim, porém, recuperou quase totalmente. Foi nesse período de doença que o seu irmão, Manuel, assumiu o negócio, possibilitando que a casa continuasse aberta. Após a sua recuperação, os dois irmãos geriram o negócio com a mesma honestidade e humanidade de sempre!
- Vamos encerrar! A casa não tem condições exigidas pela lei. Também não temos idade para grandes investimentos!
Assim aconteceu, o encerramento de um dos últimos redutos do comércio tradicional da freguesia de São João do Monte, foi inevitável. São as vicissitudes da vida e também danos colaterais de um capitalismo atroz que não tem espaço para os menos competitivos.
Foram acérrimos lutadores, pois começaram tudo de novo após a vinda de África e trabalharam muito para além da sua aposentação.
Enfim, tudo acaba! Prestamos-lhes, aqui, esta singela homenagem, recordando com saudade e um reconhecido bem-haja pelo respeito e amizade que dedicaram à comunidade.
Texto: O.S.P.           Publicado em Jornal de Tondela (16/0572013)

O Pisão de Matadegas

O passeio pedestre que o GAC (Grupo dos Amigos do Caselho) tinha agendado para domingo, vinte e seis de abril, foi adiado devido ao mau tempo. No entanto, um grupo de resistentes não deixou de visitar um dos locais mais interessantes que estava previsto na rota- o pisão de Matadegas. E assim aconteceu…

O jeep do Bruno levou-nos até onde foi possível! Do local onde ficou o jeep até ao pisão, localizado junto de uma corga, são cerca de duzentos e cinquenta metros, os quais têm de ser percorridos a pé!

Alguns dos elementos do grupo que, supostamente, saberiam o local do pisão não o conseguiram encontrar. A paisagem sofreu alterações devido ao corte de árvores e perderam-se pontos de referência. Nesta altura, era grande a probabilidade de não atingirmos o objetivo. Um simples telefonema resolveu o problema… Passados uns instantes, o Nelson, a Carla e o seu irmão mais novo, residentes na aldeia de Matadegas, apareceram no local para nos guiarem.

Ao chegar ao local, a beleza do espaço não nos deixou indiferentes. A combinação dos odores primaveris, a paisagem multicolor com predominância do verde da vegetação e o som da água a correr na corga, transmitiu-nos tranquilidade e serenidade necessárias para renovar forças e deliciar o corpo e o espírito. Se este cenário nos deixou satisfeitos, o mesmo não podemos dizer no que diz respeito ao edifício que albergava o pisão, sem telhas e cheio de plásticos!

A maceira, uma das peças mais importantes do pisão foi levada há mais de quinze anos, estando atualmente no museu Terra de Besteiros... No local ficaram os plásticos, presumivelmente, utilizados nas manobras de remoção.

Era bom que o engenho voltasse a trabalhar! O pisão a funcionar no próprio local e a beleza do espaço envolvente, tornariam o local um ponto ímpar de atração turística.

O Engenho
 
“O funcionamento dos pisões tinha como base um moinho hidráulico, onde o aproveitamento da água fazia mover todo o mecanismo em madeira. Este engenho utilizava-se no tratamento da lã, sobretudo do burel, apreciado para a confecção de capuchas, capas, mantas, casacos, entre outras utilizadas no Inverno.

A lã, depois de tratada e tecida ia para o pisão, onde era pisoada incessantemente com água a ferver. Esta fase da cadeia operatória tornava o pano de lã impermeável, resistente ao frio e à chuva.
A masseira exposta no Museu Terras de Besteiros, oriunda do Pisão de Matadegas, freguesia de São João do Monte, foi talhada num só tronco de castanho e fazia parte de um mecanismo que já não chegou aos nossos dias”.
Extraído de: http://www.cm-tondela.pt/index.php/servicos/museu-terra-de-besteiros/museu/item/2403-museu-municipal-terras-de-besteiros-pisoes-de-burel

Ciência Viva -26 de julho 2014

Imagem extraída de: www.cienciaviva.pt
Descrição da acção: Percursos no local emblemático de Portugal – Percursos na área da União de Freguesias de S. João do Monte e Mosteirinho- Serra do Caramulo, ao longo dos quais observamos e interpretamos aspectos biológicos, geológicos, paisagísticos e patrimoniais. Os nossos sentidos não ficarão alheios à frescura, cor e odores de ambientes ripários e outros. Uma análise das relações entre as zonas ribeirinhas e o tipo de seres vivos (flora e fauna), as rochas predominantes (granito e xistos) e um olhar especial para ações antrópicas na formação/aspeto da paisagem atual. 
Descrição da acção para divulgação: Percursos na área da União de Freguesias de S. João do Monte e Mosteirinho- Serra do Caramulo, ao longo dos quais observamos e interpretamos aspetos, biológicos, geológicos, paisagísticos e patrimoniais. Itinerário da atividade:S. João do Monte- Mosteirinho- S. João do Monte. Localidade: S. João do Monte; Mosteirinho. Concelho:TONDELA. Ponto de Encontro: Pelourinho de S. João do Monte.
Fotos- 26/07/2014

A viagem do elefante

Espetáculo teatral de rua

“Em 2014 o Trigo Limpo teatro ACERT trilha Viseu Dão Lafões, celebrando os seus territórios e gentes. Pegadas sentimentais e literárias da vida de um criador de livros e de sonhos: José Saramago".”Fonte: http://www.acert.pt/aviagemdoelefante/posts/tondela-caramulo-o-espetaculo

FOTOGRAFIAS DO ESPETÁCULO EM: http://www.acert.pt/aviagemdoelefante/posts/fotogaleria-do-espetaculo-no-caramulo-tondela

 

VIDEO:  

Fonte: https://vimeo.com/100904623

Disponível em: http://www.acert.pt/aviagemdoelefante/

"O último adeus"


Sinopse

"Baseado numa história verídica, vivida entre os distritos de Viseu e Aveiro. Passamos por localidades como Tondela, Caramulo, Sernancelhe, Moimenta da Beira e Águeda. Três gerações de primogénitas vivem grandes histórias de amores inesquecíveis.Dionora vive pobremente mas feliz com António. Até ao dia em que descobrem a doença fatal vivida nos anos cinquenta, a tuberculose (...)" Extraído de: http://www.wook.pt/ficha/o-ultimo-adeus/a/id/15653203