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Este blog, amador, foi criado com o intuito de divulgar atividades e acontecimentos relevantes da Serra do Caramulo, bem como o seu património! Fornece, também, informações importantes para quem pretende visitar e conhecer a região! "Viaje" pela Serra (des)conhecida, explorando os seus conteúdos!

Património Fluvial da União Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho

Mergulhos na Praia Paraíso e no Poço da Pena Branca
Programa: “Património das Freguesias – Quercus + Freguesias + Coletividades

No dia 10 de Setembro de 2016 realizou-se a atividade: “Património Fluvial da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho: Mergulhos na Praia Paraíso e no Poço da Pena Branca”, orientada por Pedro Pereira, João Branco, João Baptista, contou com a participação de duas dezenas de pessoas, maioritariamente jovens pertencentes à Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte. Esta atividade, inserida no programa “Património das Freguesias – Quercus + Freguesias + Coletividades”, foi dinamizada pelo Núcleo Regional de Vila Real e Viseu da Quercus, e contou, a nível local, com os apoios da União de freguesias de São João do Monte e Mosteirinho e da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte.
No ano de 2008, Pedro Pereira, natural de S. João do Monte, lançou o desafio a João Carlos Baptista, para desenvolver uma ação, integrada no Programa Ciência Viva no Verão, na freguesia de São João do Monte. O Programa Ciência Viva no Verão era implementado pela Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, promovia ações nas áreas de Astronomia, Geologia, Biologia, Engenharia, distribuídas por todo o país e dinamizadas pelos mais diversos organismos estatais e não estatais. O desafio foi aceite e realizaram-se em São João do Monte ações da Ciência Viva entre os anos de 2008 e 2014. Foram sete edições sempre com um grande número de participantes oriundos das mais diversas partes do nosso país. Os dois primeiros anos a atividade estava inserida na Geologia no Verão e foi dinamizada  pelo Departamento de Geologia da UTAD, nos anos seguintes, pela grande importância da biodiversidade, passou a estar inserida na Biologia no Verão,  tendo sido dinamizada pela Quercus.
Mergulhos no poço fluvial da Pena Branca.
Em 2015, quando nos preparávamos para realizar a oitava edição da Ciência Viva no Verão, verificamos que ocorreu uma alteração na filosofia do programa, nomeadamente no nome do Programa que passou a designar-se “Ciência Viva no Verão em Rede” dinamizada pelos Centros de Ciência Viva em parceria com outras instituições. Por não querermos deixar morrer este tipo de atividades, pois para além de proporcionarem bons momentos de convívio entre pessoas de diversas faixas etárias em torno do conhecimento científico e de valores de preservação da natureza, promovem, divulgam e valorizam o património natural local. Assim surgiu o Programa: “Património das Freguesias – Quercus + Freguesias + Coletividades”, que tem os seguintes objetivos: 1) aproximar os cidadãos do Património Natural existente nas freguesias, através da realização de percursos temáticos; 2) divulgar e valorizar locais e estruturas com interesse natural, realizadas por especialistas e por membros da comunidade local; 3) promover o contacto entre pessoas e disseminação de conhecimentos e práticas locais e internacionais de valorização patrimonial, num ambiente de valorização pessoal.
       Este projeto é, claramente, fruto da experiência e da aprendizagem que foram adquiridas na freguesia de São João do Monte ao longo das sete edições do programa da Ciência Viva no Verão (um projeto pioneiro de nível mundial) e que foram bem acarinhados, desde o início, pela Associação local e pela Junta de Freguesia.
        A atividade deste ano, intitulada “Património Fluvial da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho: Mergulho na Praia Paraíso e no Poço da Pena Branca”, realizou-se junto das duas linhas de água principais do território, o Rio Águeda e Ribeira do Souto/Dornas, dando-se particular atenção ao património fluvial. Teve início na casa da Câmara (cadeia), junto ao Pelourinho, ambos localizados no paço do antigo concelho.
     Iniciou-se este dia com uma receção calorosa aos participantes, onde foram relembrados os objetivos do programa, seguido das apresentações dos presentes. A Organização prestou informações gerais sobre o património humano e natural da União de Freguesias e sobre as atividades previstas para o dia. Depois de um pequeno-almoço substancial e deleitoso iniciamos as atividades. Como o próprio nome da atividade refere, os mergulhos e os saltos para a água límpida e com temperatura amena, no Poço da Pena Branca, foram uma realidade que deliciaram os participantes, especialmente os mais jovens, numa paisagem verdadeiramente inspiradora e cheia de biodiversidade. Apesar dos mergulhos terem sido bastante arrojados e acrobáticos, tudo correu com a máxima segurança, graças à grande maturidade e sentido de responsabilidade revelado por todos os banhistas de água doce.
       O almoço com produtos regionais e o convívio foram mais uma vez verdadeiramente aliciantes. O espírito sincero de todos os participantes foi sentido graças à disponibilidade e oferta da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte, pelo excelente profissionalismo dos voluntários envolvidos na logística de toda a atividade.
Mergulhos na Praia fluvial do Paraíso,
        A segunda parte da atividade, tinha como destino a Praia do Paraíso. Depois de uma pequena caminhada para conhecer a beleza cultural e natural da zona envolvente seguiram-se os mergulhos nas águas represadas do Águeda. Uma tarde bem passada, não restando dúvidas a ninguém.
No final do dia a Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte ofereceu, um lanche aos participantes.
      A atividade foi do agrado de todos, e foi feito o desafio para continuar com este programa. Participaram ativamente na organização desta atividade, João Branco (Presidente da Direção Nacional da Quercus), João Carlos Baptista (Secretário da direção do Núcleo Regional de Vila Real e Viseu da Quercus), Márcia Rodrigues (Estagiária no Núcleo de Vila Real e Viseu da Quercus), Pedro Pereira (natural de São João do Monte) e Mário Martins (Presidente da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte).
    Agradecemos a participação e o espírito de confraternização demonstrado por todos e aconselhamos a participação em futuras atividade assim como a visitar esta região da serra do Caramulo que é muito muito especial, não só a nível humano como a nível natural. 
Márcia Rodrigues
Atividade noticiada em: - http://obeirao.pt/jornal/; - Jornal de Tondela, Nº 1327; - Folha de Tondela, Nº 2050


Atividade divulgada em:

Grande Incêndio de Águeda - agosto de 2016

Este  foi o maior incêndio, em área ardida, que afetou a Serra do Caramulo!

                                                                         Incêndio de 2016  (8/8/16): dados provisórios do ICNF.

Se 2013 foi um ano dramático, em termos de cheias para a cidade de Águeda,  com apenas área ardida (“incêndio de Guardão”) na bacia hidrográfica do rio Águeda, provavelmente em 2016 ( meses de outono e inverno) a situação poderá vir a ser mais grave (esperamos que não...) pois, existe uma vasta área ardida não só na bacia hidrográfica do Águeda, mas também na bacia do rio Alfusqueiro.

I- INÍCIO
O Grande Incêndio de Águeda com início no dia oito de agosto, subiu a serra do Caramulo pelo lado ocidente e, ainda, chegou a terras do concelho de Tondela.
Aspeto do início do incêndio- 08 de agosto de 2016.
II- CRONOLOGIA DOS ACONTECIMENTOS
Data e hora
(notícias)
Acontecimentos
Fonte da informação
08 agosto
13:11
“O incêndio que deflagrou às 4.09 horas em Préstimo, Águeda, distrito de Aveiro, obrigou a evacuar um lar de idosos e destruiu um armazém de materiais de construção no lugar de Á-dos-Ferreiros”.

08 agosto
17:43 
“Chamas em Águeda avançam rapidamente consumindo vastos locais de eucaliptos e cortando uma estrada nacional. A situação encontra-se caótica e o presidente da Câmara Municipal de Águeda avisa que não há meios suficientes para conter um incêndio que avança sem piedade”.

09 agosto
9:56
“Neste momento, estamos apenas com uma frente ativa de mato, que está na zona do Avelal. O resto já está controlado”, disse o autarca. O presidente da Câmara, do distrito de Aveiro, referiu ainda que o trabalho feito durante a última noite e madrugada foi “muito grande, porque aproveitou-se bem as condições atmosféricas para resolver o máximo de problemas”, adiantando que “houve algumas casas em risco, mas não houve problemas graves”.

10 agosto
11:33
“Jorge Almeida fala em "muitas, muitas frentes de incêndio, num rendilhado que impedia qualquer ataque mais organizado", num incêndio que dura há dois dias e que é aquele que nesta manhã de quarta-feira, com 300 operacionais, mais bombeiros concentra em Portugal Continental. O vereador da Proteção Civil diz que a esta hora a situação está mais calma e já "só" existem pelo menos quatro frentes de fogo ativas. Quanto a casas em risco, neste momento há apenas um caso a preocupar os bombeiros”.

10 agosto
13:56
“O incêndio florestal de Águeda, que voltou a estar ativo durante a madrugada devido ao vento forte que se faz sentir, está "descontrolado", tendo sido pedidos meios aéreos com urgência, disse fonte dos Bombeiros”. (...)
"Neste momento, estamos a precisar urgentemente de meios aéreos pesados. Já pedimos várias vezes, mas calculamos que os pedidos serão tantos que não há vazão para tudo", disse à Lusa, o comandante dos Bombeiros de Ílhavo, Carlos Mouro, que está a comandar as operações no terreno”.

11 agosto
06:15
“Aveiro era, por volta das 04:45, o distrito que concentrava o maior dispositivo de combate aos incêndios em Portugal Continental, com 1.191 operacionais e 379 viaturas alocadas ao combate de 13 incêndios.
Já os incêndios de Águeda continuava àquela hora a apresentar uma situação "desfavorável, mas a ceder aos meios de combate", e o incêndio de Anadia/ Mealhada também estava "desfavorável", acrescentou”.

12 agosto
23:48
“Ao quinto dia, o fogo que começou em Águeda galgou para o concelho vizinho de Sever do Vouga. As chamas já terão destruído mais de 7000 hectares”.

13 agosto
11:09
“O incêndio de Águeda, um dos dois fogos de grandes dimensões que lavram nas regiões de Aveiro e Viseu, está em fase de consolidação e poderá em breve ser dominado, estimou hoje o adjunto de operações nacional da Proteção Civil”.

13 agosto
11:21
“O incêndio de Águeda está dominado desde as 9:45 mas o comandante da Autoridade Nacional de Proteção Civil que está no local sublinha que ainda há muito trabalho para fazer porque o fogo tem grande potencial de reativação”.


III- METEOROLOGIA



IV- ÁREA ARDIDA
Aspeto de uma parte da área ardida  (limitada pela linha vermelha).
Limite este (E) da área ardida.

V- CONSEQUÊNCIAS/IMPACTES

Destruição de bens materiais

"O incêndio que deflagrou às 4.09 horas em Préstimo, Águeda, distrito de Aveiro, obrigou a evacuar um lar de idosos e destruiu um armazém de materiais de construção no lugar de Á-dos-Ferreiros".
Fonte: http://www.jn.pt/local/noticias/aveiro/agueda/interior/incendio-incontrolavel-coloca-casas-em-risco-em-agueda-5327432.html
Depreciação cénica na paisagem

    É terrível o impacto visual após um incêndio florestal! A imagem fala por si! 
Cheias, ravinamentos, enxurradas
Como se sabe a destruição da vegetação vai alterar o regime hidrológico uma vez que, o escoamento superficial vai ser elevado,  em detrimento da infiltração e, assim, aumentará o caudal de rios e ribeiras, agravando o risco de cheias, especialmente nos meses de outono e inverno.
Águeda, cidade com longo historial de cenários de cheias, localiza-se nas margens do rio com o mesmo nome da Cidade na sua secção inferior,onde este curso fluvial transporte água da maioria dos seus afluentes. As duas linhas de água que merecem mais atenção, por serem as mais caudalosas, são: o próprio rio Águeda e o rio Alfusqueiro (este último afluente do primeiro). A confluência ocorre junto da povoação de Bolfiar, para montante da cidade de Águeda.
O rio Alfusqueiro está, naturalmente, integrado na bacia hidrográfica do rio Águeda por ser seu afluente. Para melhor percebermos o que poderá vir a acontecer, individualizaremos estas bacias... 
Se 2013 foi um ano dramático, em termos de cheias para a cidade de Águeda,  com apenas área ardida (“incêndio de Guardão”) na bacia hidrográfica do rio Águeda, provavelmente em 2016 ( meses de outono e inverno) a situação poderá vir a ser mais grave (esperamos que não...) pois, existe uma vasta área ardida não só na bacia hidrográfica do Águeda, mas também na bacia do rio Alfusqueiro.

Destruição da fauna e flora e consequente perda de biodiversidade
Toda a fauna e flora de uma área percorrida por um incêndio florestal é gravemente afetada
Emissões de CO2
Um incêndio tem um efeito negativo, duplamente, ao nível das emissões, na medida que origina a libertação de gases com efeito estufa, como reduz a capacidade de absorção e armazenamento de CO2.
Quebra de receitas para a economia...
Após a passagem de um incêndio o valor comercial do material lenhoso desce consideravelmente, perdendo mesmo, em algumas situações, todo o seu valor.
Perda de Solo
A destruição da vegetação tem como consequência o desnudamento do solo ficando o mesmo mais suscetível à ação direta da chuva e dos ventos, levando à erosão do mesmo e ao seu empobrecimento por arrastamento dos nutrientes.
Espécies invasoras
...
...
VI- MEDIDAS DE APOIO
"AVISO N.º 24 / 2016
Avisam-se todos os munícipes que a Câmara Municipal de Águeda se encontra a efetuar o registo dos prejuízos de âmbito agrícola (culturas permanentes, temporárias, equipamentos e construções), resultantes do incêndio que deflagrou, no nosso concelho, no dia 8 de agosto de 2016.
Para o efeito, é necessário o preenchimento de um formulário próprio, pelo que os interessados devem dirigir-se à Junta de Freguesia da área de residência ou ao Gabinete de Atendimento ao Munícipe, na Câmara Municipal, até ao dia 30 de agosto, para posterior envio à Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro.
Águeda, Paços do Concelho, 19 de agosto de 2016
O Presidente da Câmara Municipal,
Dr. Gil Nadais" 
Fonte: https://www.facebook.com/profile.php?id=100011899307690&fref=nf&pnref=story

O “meu” mar de nuvens

“... o grande mar imóvel lembra uma planície gelada e
tem qualquer coisa de frio e desolador”
Jaime Cortesão
Quando refiro o “meu” mar de nuvens estou, com certeza, a ser pretensioso e irrealista. Acordar e contemplar, ao vivo, de um pequeno varandil um cenário igual ao da fotografia é, de facto, algo extraordinário! Uma tela com uma miscelânea de tonalidades: mar de nuvens e um céu crepuscular matinal muito especial. Magia da Natureza! Quem observa é invadido por inúmeras sensações e sentimentos permitindo uma longa narrativa... Existe algum sentimento de posse uma vez que, apenas, alguns dos mortais tiveram oportunidade de, naquele momento, observar aquele cenário e daí a expressão o “meu” mar de nuvens. Para me redimir deste capricho, um pouco egocêntrico, partilho a fotografia do momento e este texto.
Nos meses de outono e inverno a diminuição gradual da temperatura e movimentos ascendentes do ar dão lugar, a partir de certa altitude, que a atmosfera fique saturada, originando este Mar...
Todos os dias este blog é visitado !  

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Obrigado!

PARQUE NATURAL LOCAL VOUGA-CARAMULO

Fotografia extraída de: https://www.facebook.com/PNLVC/?fref=ts

“A política de conservação da natureza e da biodiversidade deve assentar num sólido conhecimento científico e técnico do património natural, sua distribuição geográfica, relevância e evolução. Daí que a opção estratégica seja, justamente, promover a investigação científica, o conhecimento e a monitorização de espécies, habitats e ecossistemas. Na verdade, não pode defender-se o que não se conhece. A proposta de Parque Natural assenta em motivos de natureza conservacionista, histórica, patrimonial, turística e paisagística, para além da sua especificidade de localização numa área de transição entre o litoral e o interior bem como a sua vocação enquanto espaço de recreio e lazer”. Extraído de: http://www.cm-vouzela.pt/. 






















Extraído de: http://www.cm-vouzela.pt/

“A diversidade biológica justifica a procura de mecanismos de gestão que permitam proteger esse património e valorizá-lo para usufruto de todos. A criação de uma área protegida é um dos instrumentos para essa gestão, permitindo concentrar a atenção da entidade gestora num território concreto, com objectivos bem definidos. Com a criação da área protegida, é necessário encontrar soluções que garantam que a criação de riqueza que lhe está associada beneficia as comunidades locais e a conservação do património natural. (...) As políticas de conservação da natureza são um serviço público que pretende garantir a valorização e preservação do património natural. No entanto, é útil que sejam entendidas também como motor de desenvolvimento local e regional, que se integrem no sistema económico e empresarial, numa lógica de benefício comum através do uso do património, como um capital natural que abre oportunidades de criação de riqueza”. Extraído de: http://www.cm-vouzela.pt/

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA “FOTOSSÍNTESE” NO POSTO DE TURISMO DO CARAMULO

"O regresso dos escritos de luz de Carlos Fernandes a um espaço de onde nunca saiu — uma serra florida e habitada.
Não há lugar para uma arte separada da vida, com coisas belas para admirar e formas feias para as mostrar. Se o que atualmente tentamos mostrar seja mostrado com arte (e não ao acaso ou por capricho), nada teremos para esconder.
"Fotografar traz-me à memória o prenúncio de instantes passados, vividos, presenciados ou apenas registados. Ao abraçar esta arte - a fotografia -, descobri um modo simples e eficaz de perpetuar esses momentos, mas também complexo.
Simples porque basta revelar essas impressões que, até esse momento, pertenciam apenas ao meu olhar. (…)
Como artista, sinto a necessidade de manter um certo “romantismo” nos momentos que vou registando através da minha objectiva.
Com este conjunto de fotografias - que intitulei de “Fotossíntese” - procuro restabelecer o contacto, de algum modo perdido, entre a arte e o público, mas, principalmente, entre as pessoas e o mundo que as rodeia, no sentido de algo vivo.
À semelhança de “Estância”, projeto em que dirigi o meu olhar aos sanatórios abandonados da Serra do Caramulo, volto a centrar a minha atenção nesta serra florida e habitada de vida para registar e compor esta história visual e ambígua. Desta vez, apresento uma perspectiva noturna e atenta ao pormenor".
Carlos Fernandes
“Um artista é aquele que, elaborando as suas próprias impressões subjectivas, sabe descobrir um significado objectivo geral e exprimi‑lo de maneira convincente.”
Máximo Gorki
Extraído de: http://ascoisasdomundo.blogs.sapo.pt/fotossintese-exposicao-de-fotografia-de-437810

Turismo Nacional- Serra do Caramulo

         “A estrada em macadame, de bom piso atravessa a Várzea de Águeda atapetada de verdes tenros que se agrupam com a distância  e polvilhada de casitas caiadas (...).
A estrada continua a subir, e depois de se passar por algumas aldeias ainda sem o aspecto serrano, atinge-se um lombo, numa curva, de onde se avista o espinhaço do Caramulo. Há uma ligeira descida e de novo trepamos, a caminho de São João do Monte, uma povoação alcandorada nos contrafortes da Serra. Mais adiante fica o primeiro povoado de características serranas, Paranho de Arca e depois de Paredes, no ponto mais alto da estrada, depara-se-nos uma paisagem cenográfica e luminosa na vertente voltada para Este. Percorridos 2 Km entramos em Paredes do Guardão. Uma estrada estreita de curvas apertadas, leva-nos até à castiça aldeia de Cadraços, de cunho acentuadamente serrano (...)  As mulheres usam capuchas de burel, tecido por elas próprias, por processos primitivos, com a lã das suas ovelhas. Achei curiosa  a maneira como as moças, ao vir da fonte transportavam as bilhas de duas asas, de bojo afunilado, semelhando ânforas; trazem-nas ao ombro e embiocadas nas capuchas, evocam assim as figuras de samaritanas (...) 
Deixando a aldeia de Cadraços, comecei a ascensão para o Caramulinho (...) 
Não abandonei o Cabeço da Neve sem profundamente embeber mais ainda os olhos no vastíssimo horizonte trazendo na retina indeléveis imagens (...)”. CONSTANT. D. (1945) (?).Turismo Nacional- Serra do Caramulo. Porto.