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| Folha de Tondela. Nº 2118. 26/01/2018 |
«...um monstro fabuloso adormecido». Amorim Girão; «a mais linda serra de Portugal». José Júlio César; «a mais pitoresca talvez...». Guia de Portugal; «... é região cheia de encantos». João Arede (Abade de Cucujães).
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- PedroPereira-psilvaluis@gmail.com
- Este blog, amador, foi criado com o intuito de divulgar atividades e acontecimentos relevantes da Serra do Caramulo, bem como o seu património! Fornece, também, informações importantes para quem pretende visitar e conhecer a região! "Viaje" pela Serra (des)conhecida, explorando os seus conteúdos!
“Plenas Manifestações de Risco em Tondela”
“O
Auditório Municipal de Tondela e a Escola Básica 2+3 de Campo de Besteiros
acolhem a palestra “Plenas manifestações de risco em Tondela - algumas causas e
medidas de prevenção” na próxima terça-feira (23 de janeiro) com a apresentação
do professor Luciano Lourenço, da Universidade de Coimbra.
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| Fonte: http://cm-tondela.pt/index.php/municipio/noticias/item/3237-tondela-e-campo-de-besteiros-acolheram-palestra-plenas-manifestacoes-de-risco-em-tondela |
O
encontro é destinado aos alunos do ensino básico e consistirá numa apresentação
genérica dos principais riscos que afetam Portugal, para enquadramento e
caraterização dos mais frequentes no concelho de Tondela (incêndios florestais
e riscos provocados pela presença de água), e nas suas causas e medidas de
prevenção.
O
conferencista Luciano Lourenço é o atual diretor do Núcleo de Investigação
Científica de Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra e presidente da
direção da RISCOS - Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança.
A
sessão do Auditório Municipal está agendada para as 10h30. Já a palestra na
Escola Básica de Campo de Besteiros será iniciada às 14h30”.Fonte (texto) : https://www.jornaldocentro.pt/online/regiao/palestra-sobre-manifestacoes-de-risco-em-tondela/
Diminuição de número de incêndios deve
ser "primeira batalha", defende especialista
“O
presidente da RISCOS - Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança,
Luciano Lourenço, defendeu hoje que a "primeira batalha" que Portugal
deve ter no que respeita aos incêndios florestais é diminuir o número de ocorrências.
Segundo
Luciano Lourenço, "os bombeiros muitas vezes também não chegam a tempo,
porque dispersam-se por muitos incêndios", o que revela a importância do
número de ocorrências.
Uma
aluna questionou o porquê de, mesmo tendo o município de Tondela um plano que
prevê vários riscos e como os enfrentar, em outubro de 2017 ter havido um
incêndio de grandes dimensões, que provocou mortes e muita destruição.
"Os
incêndios começam todos por ser pequenos. E, quando começam, apagam-se com os
pés. Quando não se apagam com os pés pode acontecer muita coisa",
respondeu o também diretor do Núcleo de Investigação Científica de Incêndios
Florestais e coordenador da linha de investigação sobre "Riscos e
Catástrofes" do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do
Território.
Na
opinião de Luciano Lourenço, se o número de incêndios em Portugal não for
reduzido, "os bombeiros não vão ter capacidade para dar resposta a
tudo".
"Às
vezes, a comunicação social quer-nos fazer crer que o problema é a falta de
meios. Mas nós, por mais meios que tenhamos, nunca conseguiremos dar resposta a
incêndios como os que tivemos a 17 de junho e a 15 de outubro (de 2017)",
frisou.
O
docente considerou que, não havendo prevenção, os meios "nunca vão ser
suficientes".
"Se
as casas estiverem protegidas, provavelmente vamos ter mais facilidade em
apagar os incêndios, porque os bombeiros, em vez de irem proteger as casas, vão
para a floresta apagar os incêndios", acrescentou.
Imagem extraída de: http://rbt.cm-tondela.pt/images/noticias/bmtr/2018/01/Cartaz_blog.jpg
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Luciano
Lourenço disse ainda que, se os proprietários tiverem a preocupação de manter
os terrenos limpos à volta das casas, estas são "dos locais mais
seguros" para as pessoas ficarem durante um incêndio florestal.
Lembrando
situações como a ocorrida no concelho de Oliveira do Hospital, onde um casal de
idosos morreu quando saiu de casa e tentou fugir de carro, ou a "estrada
da morte" de Pedrógão Grande, o responsável frisou que "a casa, em
princípio, é dos sítios mais seguros onde se pode ficar".
"Claro
que temos que ter alguns cuidados, em primeiro lugar para proteger a casa. Não
podemos ter as silvas, os arbustos e os eucaliptos a cair em cima da
casa", acrescentou”.
Fonte (texto): https://www.tsf.pt/lusa/interior/diminuicao-de-numero-de-incendios-deve-ser-primeira-batalha-defende-especialista-9068321.html
A Serra do Caramulo como recurso didático
A Serra do Caramulo como recurso didático
promotor da educação para a sustentabilidade é a designação de uma oficina de
formação para pessoal docente que teve início em novembro de 2017 e terminará
no final fevereiro do corrente ano.
Esta formação resulta da parceria entre o
Centro de Estudos e Interpretação da Serra do Caramulo (CEISCaramulo), o
Agrupamento de Escolas de Tondela Tomaz Ribeiro (AETTRibeiro), o Centro de
Formação de Associação de Escolas do Planalto Beirão (CFAE-PB) e a Câmara
Municipal de Tondela (CMT). O enquadramento teórico e prático da ação foi
proposto pelo CEISCaramulo e pelo AETTRibeiro (no âmbito do projeto “Renascer
das Cinzas”).
O CEISCaramulo é uma associação sem fins
lucrativos que tem como missão promover o estudo e a investigação nos vários
domínios e interesses, designadamente ambiental, geográfico, biológico,
geológico, histórico, etnográfico e gastronómico da Serra do Caramulo. O
Projeto “Renascer das Cinzas” tem vindo a ser desenvolvido pelo agrupamento de
escolas de Tondela Tomaz Ribeiro e foi distinguido com o Prémio Escolar
Montepio 2013. Conhecer o património natural, em particular a flora
característica e autóctone da serra do Caramulo; pesquisar sobre os efeitos
nefastos dos incêndios sobre a biodiversidade, águas e solos; refletir e agir
fundamentadamente sobre medidas de planeamento do território e de recuperação
do coberto vegetal e da floresta, são as linhas orientadoras deste projeto. No
“Germinador de Plantas Autóctones”, estufa construída para o efeito na Escola
Secundária de Tondela, são produzidas plantas, a partir das sementes recolhidas
pelos alunos e restantes elementos da comunidade educativa. Estas plantas
autóctones são utilizadas nas campanhas de reflorestação.
Constitui-se como objetivo central desta
formação de professores a implementação de estratégias de ensino/aprendizagem
promotoras do sucesso educativo, contextualizadas no território da Serra do
Caramulo, que contribuam para o estudo do meio envolvente e promoção do
desenvolvimento do território. Os conteúdos abordados serão apresentados sob a
forma de vários produtos/materiais (ex.: painéis exteriores, filmes, quiosque
multimédia, aplicação móvel, entre outros).
No passado dia vinte de janeiro, tal como
estava previsto, os cerca de sessenta formandos e formadores participaram numa
saída de Campo na Rota dos Caleiros/Caramulinho. Foi uma jornada exploratória
muito interessante, mesmo para aqueles que já conheciam a rota. Os
participantes são professores de várias disciplinas desde as Ciências Naturais
(Biologia e Geologia), à Geografia, Filosofia, Matemática, Educação Visual,
Economia, Educação Física, … Ficaram a conhecer a rota e o seu património que
pode agora ser utilizado para contextualizar os conteúdos das disciplinas que lecionam
nas suas escolas – são escolas do concelho de Tondela e dos concelhos vizinhos
(Carregal do Sal, Santa Comba Dão, Mortágua e Viseu).
O “Posto de Observação da Natureza do Jueus”
foi ponto de paragem para o almoço.
Neste edifício, antiga escola primária do
Jueus, ficarão expostos os conteúdos trabalhados. Tal só será possível com
prestimosa colaboração da Câmara Municipal de Tondela, a quem agradecemos na
pessoa do seu presidente, José António de Jesus, que aliás apoiou esta
iniciativa desde início, tendo disponibilizado o transporte para todos os
formandos e assumindo o compromisso de materializar os painéis e os vários
materiais produzidos. No dia 24 de março, todos estes materiais serão
apresentados publicamente num seminário aberto a toda a comunidade.
No final desta formação, esperamos que o
território da Serra do Caramulo, e em particular a “Rota dos Caleiros” (local
da visita/saída de campo) fiquem dotados de recursos que constituirão uma
mais-valia para as escolas e para o território. Os mesmos serão explorados em
contexto educativo e, simultaneamente, poderão ser aproveitados para que os
habitantes locais e os visitantes se possam apropriar de informação relevante
sobre o património do território (só poderemos valorizar e proteger o que conhecemos!...).
Importa referir que esta formação pode
constituir-se como uma experiência de articulação curricular interdisciplinar,
preparatória do trabalho que terá que ser desenvolvido nas escolas, no âmbito
do novo enquadramento da autonomia e flexibilidade curricular dos ensinos
básicos e secundários, já implementada em algumas escolas piloto, no presente
ano letivo, e que será alargada a todas as escolas, no ano letivo de 2018-2019.
Para terminar, temos que agradecer aos
formandos e formadores desta formação que disponibilizaram muito do seu
tempo do dia de sábado para realizarem este trabalho, bem como ao CFAE-PB e ao AETTRiebeiro, aos
sócios do CEISCaramulo que colaboraram em toda a logística, à junta de
freguesia do Guardão que colaborou na limpeza dos espaços e em particular às
pessoas do Jueus que tão bem nos acolheram. Bem haja a todos.
CEISCaramulo
Grandes Incêndios de 15-16 de outubro de 2017
A Serra do Caramulo, infelizmente, não escapou a este(s) incêndio(s)! Em matéria de destruição de habitações, aviários, barracões.., não existe memória igual! Mas, o pior de tudo foram as vitimas mortais.
No distrito de Viseu, registaram-se 18 vítimas mortais, designadamente em Vouzela (oito), Santa Comba Dão (cinco), Nelas (uma), Carregal do Sal (uma), Tondela (duas) e Oliveira de Frades (uma). https://www.dn.pt/portugal/interior/urgente-incendios-numero-de-mortos-sobe-para-43-8857681.html
Área ardida
"Área ardida nas zonas mais
afectadas da Região Centro, desde o início do ano, englobando a semana
passada (áreas a vermelho- 15/10/17 a
22/10/17) e desde o início do ano (áreas a azul-claro, amarelo e laranja),
englobando por exemplo a área atingida pelos trágicos incêndios de Pedrógão
Grande (que provocaram 64 vítimas mortais)..."
Recare- São João do Monte
"O projeto RECARE baseia-se numa estreita colaboração entre cientistas e agentes para discutir e definir soluções inovadoras que mitiguem os processos de degradação do solo. No caso de estudo português, a equipa da UA procura soluções para a erosão do solo após incêndios florestais. " https://uaonline.ua.pt/pub/detail.asp?lg=pt&c=41464

Materiais fornecidos aos participantes no Workshop realizado em São João do Monte no dia 29-11-17
MERGULHOS NA PRAIA DO PARAÍSO E NO POÇO LAGAR EM MANÇORES (S. JOÃO DO MONTE)
MERGULHOS
NA PRAIA PARAÍSO E NO POÇO LAGAR (MANÇORES)
União
de freguesias de João do Monte e Mosteirinho
Programa: “Património
das Freguesias – Quercus + Freguesias + Coletividades”
Este
projeto é, claramente, fruto da experiência e da aprendizagem que foram adquiridas
na freguesia de São João do Monte ao longo das sete edições do programa da
Ciência Viva no Verão (um projeto pioneiro de nível mundial) e que foram bem acarinhadas,
desde o início, pela Associação local e pela Junta de Freguesia.
São objetivos do
Programa “Património das Freguesias – Quercus +Freguesias + Coletividades”: 1)
aproximar os cidadãos do Património Natural existente nas freguesias, através
da troca de conhecimentos com especialistas; 2) divulgar e valorizar locais e
estruturas com interesse natural; 3) promover o contacto entre pessoas e
disseminação de conhecimentos e práticas de valorização/preservação da Natureza
num ambiente de valorização pessoal.
A atividade deste ano, intitulada “Património Fluvial da
União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho: Mergulhos na Praia
Paraíso e no Poço Lagar (Mançores)” realizou-se junto das duas linhas de água principais do território, o Rio Águeda
e a Ribeira do Souto/Dornas, dando-se particular atenção ao património fluvial.
Iniciou-se esse dia com uma recepção calorosa aos participantes na casa da Câmara (cadeia), junto ao Pelourinho, ambos localizados nos paços do antigo concelho. A Organização prestou informações gerais sobre o património humano e natural da União de Freguesias e sobre as atividades previstas para o dia. Depois de um pequeno-almoço substancial e diversificado, com produtos da região, deslocámo-nos em viaturas da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte para a localidade de Almijofa, onde iniciamos um percurso pedestre que teve o seu término na povoação de Mançores.

Como o próprio nome da atividade refere, os mergulhos e os saltos para a água límpida e com temperatura amena, no Poço Lagar, após a caminhada, foram uma realidade que deliciaram os participantes, especialmente os mais jovens, numa paisagem verdadeiramente inspiradora e diversificada de biodiversidade. Apesar dos mergulhos terem sido bastante arrojados e acrobáticos, tudo correu com a máxima segurança, graças à grande maturidade e sentido de responsabilidade revelado por todos os banhistas de água doce.
O almoço, na antiga escola primária de Mançores, confecionado com
produtos locais, e o convívio, foram mais uma vez verdadeiramente aliciantes. O
espírito sincero de todos os participantes foi sentido graças à disponibilidade
e oferta da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte e pelo
excelente profissionalismo dos voluntários envolvidos, Miguel Matos, José
Gonçalves, entre outros.
A segunda parte da atividade, iniciou-se com a visita guiada, feita pelo
Sr. Custódio, à sua exploração de cogumelos da espécie Lentinula edodes, que origina os cogumelos conhecidos por shiitake,
constituída por duas estufas climatizadas de produção de cogumelos, com recurso
à técnica de inoculação em tronco de madeira, maioritariamente de carvalho.
Após as explicações técnicas detalhadas e a observação das diferentes etapas de
produção, todos os participantes ficaram a saber como se produzem e os cuidados
a ter, que são muitos, neste tipo de produção agrícola em estufa.
Após a visita nosso destino foi a Praia do Paraíso em S. João do Monte.
Depois de uma pequena caminhada para conhecer a beleza cultural e natural da zona
envolvente, seguiram-se os mergulhos nas águas represadas do Águeda.
A atividade foi do agrado de todos! Participaram ativamente na organização desta atividade, Pedro Pereira (natural de São João do Monte), Mário Martins (Presidente da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte), João Branco (Presidente
da Direção Nacional da Quercus) e João Carlos Baptista (Presidente do Núcleo
Regional de Vila Real e Viseu da Quercus).
Agradecemos a participação e o espírito de
confraternização demonstrado por todos e aconselhamos a participação em futuras
atividades, assim como a visitar esta região da serra do Caramulo que é muito
muito especial, não só a nível natural, como a nível humano. Relembramos que o
Homem, espécie designada por Homo sapiens, com a sua sabedoria milenar
passada de geração em geração, é o fator determinante na resolução dos desafios
sociais e ambientais deste século XXI, onde tudo, neste planeta Terra, se passa
a uma velocidade vertiginosa.
Quercus Vila Real e Viseu
Notícia em O Beirão Online:
O ERMITÃO DA SENHORA DO BOM DESPACHO
O ERMITÃO DA SENHORA
DO BOM DESPACHO
NOSSA SENHORA DO
LIVRAMENTO
Hoje, vivo uma miscelânea de sentimentos e de imagens que
vagueiam no pensamento. Imagens de vivências passadas das festividades da Nossa
Sra do Livramento e da história verídica que lhe deu origem- O ERMITÃO, contada de geração em geração e narrada em
texto por José Júlio César (Natural
de São João do Monte. Indefectível regionalista. Exerceu advocacia na cidade de
Viseu. Defendeu sempre São João do Monte e a Serra do Caramulo. Autor de
inúmeros registos escritos: “O ERMITÃO da Sra do Bom Despacho- São João do
Monte”; “Serra do Caramulo. A mais linda Serra de Portugal”; “Serrano também ser gente”;…).
Recordo-me das festividades da Nossa Sra do Livramento dos
tempos da minha infância, ainda em férias escolares… A festa começava com missa
e seguia-se a procissão acompanhada com banda filarmónica e foguetes. Percorria a estrada
de terra batida até ao cruzeiro. Os bosques que rodeiam a capela enchiam-se de
gentes que almoçavam ali. Mantas serviam de mesas… A enchente era tão grande
que na véspera as pessoas marcavam lugares. O recinto de festas enchia-se de
vendedores ambulantes e da parte da tarde a banda tocava no coreto. Tudo estava
preenchido, não havia mais espaço…
Pessoas
oravam com grande devoção e cumpriam promessas de joelhos dentro e à volta da
capela. A água da fonte/nascente Nossa
Sra do Livramento era de uma frescura inigualável e no meu inconsciente estaria
associada a algo de sagrado!
Sinto que o
fulgor desta festa após os meados da década de oitenta do século passado foi
perdendo força. Alguns possíveis motivos: diminuição da população residente;
aumento de pessoas empregadas, com dificuldade em faltar nesta altura; alteração do inicio do ano letivo escolar;
diminuição da crença religiosa…
E depois,
mais tarde… Recordo-me da representação teatral desta história e do que, algumas
vezes, disse para a plateia, em jeito de apresentação….
Esta
peça Teatral intitula-se “ O Ermitão” e baseia-se numa história real que se
passou nos anos de 1700. É responsável pela existência da festa da Nossa Senhora
do Livramento ou do Bom Despacho que se
celebra todos os anos a 8 de setembro.
No início do
sec. XX, José Júlio César, com o intuito que a história verídica do Ermitão não
se perdesse no tempo, publicou-a em folhetins de diversos jornais. Foi a partir
do texto de José Júlio que elaborou-se a adaptação da história para uma peça
teatral. O Ermitão é a personagem principal, cujo o nome próprio é Plácido
Francisco. Durante a infância fez muitas maldades, chegando mesmo a ser a
excomungado. Na juventude apaixonou-se por uma bela rapariga, Laura, que por
acaso era sua prima, com a qual pretendia casar-se, mas tal não era possível
porque tinha sido excomungado. Para poder casar, Plácido dirigiu-se ao Vaticano
para obter uma bula papal, por forma a levantar a excomunhão.
Depois de ter
conseguido a bula papal na viagem regresso, o navio foi envolvido numa violenta
tempestade em mar alto. No meio da aflição prometeu construir uma capela na serra num
local donde se visse o mar, caso conseguisse salvar-se… Vou ficar por aqui na
história, não vos vou dizer mais… muito obrigado pela vossa atenção. Votos de
uma boa noite de teatro e fiquem com a peça teatral o Ermitão…
É de referir
que no início das festividades da Sra do Bom Despacho e durante muitos anos, as
mesmas prolongavam-se pela noite dentro. A tradição foi-se perdendo... Das
pessoas vivas, penso que ninguém se lembra ter participado nas festividades noturnas
…
Hoje, oito de
setembro de 2017, a festividade durante a tarde e noite realizou-se junto da
capela, com música e muita animação, de forma idêntica ao antigamente. Embora
com as diferenças inevitáveis das épocas, o espírito festivo renasceu naquele
lugar e preencheu com imagens e sentimentos
um espaço que estava vazio nas Nossas mentes... Obrigado!
Plácido
Domingues, o Ermitão, e a sua apaixonada Laura estiveram entre nós! Com
certeza que estão muito felizes, pois a sua história de amor não morreu para os mortais e
é inequivocamente uma grande lição: o amor não existe, apenas, numa dimensão
terrena – O AMOR PODE SER ETERNO.
Nossa Senhora do
Livramento, 8 de Setembro de 2017
“As Nossas Plantas, ameaças e conservação”. Ação de sensibilização para a população - São João do Monte
"Para conhecer a biodiversidade vegetal da serra do Caramulo, com destaque para as plantas ameaçadas de extinção, e para desenvolver estratégias de preservação/conservação, os alunos da escola básica do Caramulo, desenvolveram o projeto “Preservar para a biodiversidade aumentar”, premiado no concurso de ideias “Ciência na Escola” da Fundação Ilídio Pinho.
É no contexto deste projeto e do projeto “Renascer das Cinzas” do agrupamento de escolas de Tondela Tomaz Ribeiro que surgiu a ideia de organizar uma ação de sensibilização para a população. No dia 20 de maio, pelas 10 horas, na junta de freguesia de São João do Monte, o Dr. Pedro Ribeiro, que desenvolveu tese de doutoramento pela Universidade de Coimbra sobre a flora do Caramulo, vai dinamizar essa ação de sensibilização intitulada “As nossas plantas, ameaças e conservação”. É importante que os habitantes locais conheçam o património ambiental, e em particular as plantas ameaçadas de extinção, para que possam contribuir para a sua proteção e conservação. Esta ação conta com uma saída de campo na zona envolvente ao rio e à vila de São João do Monte (...)". L.C.
Folha de Tondela, Nº 2084. 26/05/2017.
Cantar os Reis- Tradição Secular Viva
Em São João do Monte, neste final de ano,
tem-se vindo a cantar os Reis, desde o passado domingo. Apesar das baixas
temperaturas que se registam durante a noite, os riseiros, como podem ser
chamados os cantadores dos reis, não têm sido demovidos de cumprir a
tradição...
É uma delícia participar nesta atividade,
pelo convívio, pelo contributo que se dá para manter a tradição viva e pelos
sentimentos nostálgicos que nos invadem, oriundos dos tempos de meninice.
Cantar os Reis é uma tradição secular
portuguesa em que se canta às portas das casas, invocando a celebração da
visita dos três Reis Magos para pedir donativos e esmolas. Os géneros
recolhidos (chouriças, morcelas...), bem como ofertas monetárias, são utilizados
na realização de um jantar convívio aberto à comunidade.
Existem várias letras e músicas dos Reis,
verificando-se diferenças entre regiões e entre localidades da mesma
região. Para que não seja esquecida, nem
adulterada a letra da canção dos Reis que tradicionalmente se usa em São João
do Monte, deixamos, aqui, o seu registo:
Santos Reis, santos coroados
E vinde ver quem nos coroou
Foi o Sol a mais a Lua
Quando por aqui passou
A cabana era pequena
E não cabiam lá todos três
Foram adorar a Deus
E cada um por sua vez
Viva a patroa da casa
E viva também o patrão
Dê-nos cá duas chouriças
E cinco euros pró garrafão
Ora venha se há de vir e não nos esteja a
demorar
É de noite e faz escuro
Temos caminho para andar
(Acordes: DÓ/SOL ou RÉ/FA)
Solstício de inverno no Caramulo
Hoje, acontece o solstício de dezembro ou
solstício de inverno (hemisfério norte). É o dia mais pequeno do ano, o sol
nasceu às 7h52m e põe-se às 17h07m (referência a Viseu, segundo o site:
http://www.sunrise-and-sunset.com/). Este instante marca o início do inverno no
hemisfério norte e do verão no hemisfério sul. Registamos em vídeo o nascer do Sol no Caramulo, hoje, dia do solstício de inverno.
O solstício é um momento a partir do qual os dias vão de novo gradualmente aumentando a sua duração no hemisfério norte, fruto da inclinação do eixo da terra e não da distância entre o planeta e o sol. O inverno, que começa hoje, dá lugar à primavera a partir de março.
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