About Me

Este blog, amador, foi criado com o intuito de divulgar atividades e acontecimentos relevantes da Serra do Caramulo, bem como o seu património! Fornece, também, informações importantes para quem pretende visitar e conhecer a região! "Viaje" pela Serra (des)conhecida, explorando os seus conteúdos!

Recare- São João do Monte

"O projeto RECARE baseia-se numa estreita colaboração entre cientistas e agentes para discutir e definir soluções inovadoras que mitiguem os processos de degradação do solo. No caso de estudo português, a equipa da UA procura soluções para a erosão do solo após incêndios florestais. " https://uaonline.ua.pt/pub/detail.asp?lg=pt&c=41464


 

Materiais fornecidos aos participantes no Workshop realizado em São João do Monte no dia 29-11-17

MERGULHOS NA PRAIA DO PARAÍSO E NO POÇO LAGAR EM MANÇORES (S. JOÃO DO MONTE)

MERGULHOS NA PRAIA PARAÍSO E NO POÇO LAGAR (MANÇORES)

União de freguesias de João do Monte e Mosteirinho

Programa: “Património das Freguesias – Quercus + Freguesias + Coletividades”

No dia 26 de agosto de 2017 realizou-se a atividade “Património Fluvial da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho: Mergulhos na Praia Paraíso e no Poço Lagar (Mançores)”, orientada por Pedro Pereira, João Branco, João Baptista, que envolveu duas dezenas e meia de pessoas. Esta atividade, inserida no programa “Património das Freguesias – Quercus + Freguesias + Coletividades”, foi dinamizada pelo Núcleo Regional de Vila Real e Viseu da Quercus em parceria com as seguintes entidades: Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte; Centro de Estudos e Interpretação da Serra do Caramulo; União de freguesias de São João do Monte e Mosteirinho. A nível local, contou com apoios de residentes das aldeias de Mançores e Almijofa nomeadamente na identificação, limpeza de trilhos e na confecção do almoço; um agradecimento especial ao Sr. José São Bento e aos Srs. Custódio e Adelino, entre muitos outros a que pedimos desculpa por os não nomear.
Este projeto é, claramente, fruto da experiência e da aprendizagem que foram adquiridas na freguesia de São João do Monte ao longo das sete edições do programa da Ciência Viva no Verão (um projeto pioneiro de nível mundial) e que foram bem acarinhadas, desde o início, pela Associação local e pela Junta de Freguesia.
São objetivos do Programa “Património das Freguesias – Quercus +Freguesias + Coletividades”: 1) aproximar os cidadãos do Património Natural existente nas freguesias, através da troca de conhecimentos com especialistas; 2) divulgar e valorizar locais e estruturas com interesse natural; 3) promover o contacto entre pessoas e disseminação de conhecimentos e práticas de valorização/preservação da Natureza num ambiente de valorização pessoal.
A atividade deste ano, intitulada “Património Fluvial da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho: Mergulhos na Praia Paraíso e no Poço Lagar (Mançores)” realizou-se junto das duas linhas de água principais do território, o Rio Águeda e a Ribeira do Souto/Dornas, dando-se particular atenção ao património fluvial.

Iniciou-se esse dia com uma recepção calorosa aos participantes na casa da Câmara (cadeia), junto ao Pelourinho, ambos localizados nos paços do antigo concelho. A Organização prestou informações gerais sobre o património humano e natural da União de Freguesias e sobre as atividades previstas para o dia. Depois de um pequeno-almoço substancial e diversificado, com produtos da região, deslocámo-nos em viaturas da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte para a localidade de Almijofa, onde iniciamos um percurso pedestre que teve o seu término na povoação de Mançores.

Como o próprio nome da atividade refere, os mergulhos e os saltos para a água límpida e com temperatura amena, no Poço Lagar, após a caminhada, foram uma realidade que deliciaram os participantes, especialmente os mais jovens, numa paisagem verdadeiramente inspiradora e diversificada de biodiversidade. Apesar dos mergulhos terem sido bastante arrojados e acrobáticos, tudo correu com a máxima segurança, graças à grande maturidade e sentido de responsabilidade revelado por todos os banhistas de água doce.
O almoço, na antiga escola primária de Mançores, confecionado com produtos locais, e o convívio, foram mais uma vez verdadeiramente aliciantes. O espírito sincero de todos os participantes foi sentido graças à disponibilidade e oferta da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte e pelo excelente profissionalismo dos voluntários envolvidos, Miguel Matos, José Gonçalves, entre outros.
A segunda parte da atividade, iniciou-se com a visita guiada, feita pelo Sr. Custódio, à sua exploração de cogumelos da espécie Lentinula edodes, que origina os cogumelos conhecidos por shiitake, constituída por duas estufas climatizadas de produção de cogumelos, com recurso à técnica de inoculação em tronco de madeira, maioritariamente de carvalho. Após as explicações técnicas detalhadas e a observação das diferentes etapas de produção, todos os participantes ficaram a saber como se produzem e os cuidados a ter, que são muitos, neste tipo de produção agrícola em estufa.
Após a visita nosso destino foi a Praia do Paraíso em S. João do Monte. Depois de uma pequena caminhada para conhecer a beleza cultural e natural da zona envolvente, seguiram-se os mergulhos nas águas represadas do Águeda. 
A atividade foi do agrado de todos! Participaram ativamente na organização desta atividade, Pedro Pereira (natural de São João do Monte), Mário Martins (Presidente da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte), João Branco (Presidente da Direção Nacional da Quercus) e João Carlos Baptista (Presidente do Núcleo Regional de Vila Real e Viseu da Quercus).
Agradecemos a participação e o espírito de confraternização demonstrado por todos e aconselhamos a participação em futuras atividades, assim como a visitar esta região da serra do Caramulo que é muito muito especial, não só a nível natural, como a nível humano. Relembramos que o Homem, espécie designada por Homo sapiens, com a sua sabedoria milenar passada de geração em geração, é o fator determinante na resolução dos desafios sociais e ambientais deste século XXI, onde tudo, neste planeta Terra, se passa a uma velocidade vertiginosa.
Quercus Vila Real e Viseu

Notícia em O Beirão Online:

O ERMITÃO DA SENHORA DO BOM DESPACHO

O ERMITÃO DA SENHORA DO BOM DESPACHO
NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO

Hoje, vivo uma miscelânea de sentimentos e de imagens que vagueiam no pensamento. Imagens de vivências passadas das festividades da Nossa Sra do Livramento e da história verídica que lhe deu origem- O  ERMITÃO,  contada de geração em geração e narrada em texto por José Júlio César (Natural de São João do Monte. Indefectível regionalista. Exerceu advocacia na cidade de Viseu. Defendeu sempre São João do Monte e a Serra do Caramulo. Autor de inúmeros registos escritos: “O ERMITÃO da Sra do Bom Despacho- São João do Monte”; “Serra do Caramulo. A mais linda Serra de Portugal”;  “Serrano também ser gente”;…). 
Recordo-me das festividades da Nossa Sra do Livramento dos tempos da minha infância, ainda em férias escolares… A festa começava com missa e seguia-se a procissão acompanhada com banda filarmónica e foguetes. Percorria a estrada de terra batida até ao cruzeiro. Os bosques que rodeiam a capela enchiam-se de gentes que almoçavam ali. Mantas serviam de mesas… A enchente era tão grande que na véspera as pessoas marcavam lugares. O recinto de festas enchia-se de vendedores ambulantes e da parte da tarde a banda tocava no coreto. Tudo estava preenchido, não havia mais espaço…
Pessoas oravam com grande devoção e cumpriam promessas de joelhos dentro e à volta da capela. A água da fonte/nascente  Nossa Sra do Livramento era de uma frescura inigualável e no meu inconsciente estaria associada a algo de sagrado!
Sinto que o fulgor desta festa após os meados da década de oitenta do século passado foi perdendo força. Alguns possíveis motivos: diminuição da população residente; aumento de pessoas empregadas, com dificuldade em faltar nesta altura;  alteração do inicio do ano letivo escolar; diminuição da crença religiosa…
E depois, mais tarde… Recordo-me da representação teatral desta história e do que, algumas vezes, disse para a plateia, em jeito de apresentação….
            Esta peça Teatral intitula-se “ O Ermitão” e baseia-se numa história real que se passou nos anos de 1700. É responsável pela existência da festa da Nossa Senhora do Livramento ou do Bom Despacho  que se celebra todos os anos a 8 de setembro.
No início do sec. XX, José Júlio César, com o intuito que a história verídica do Ermitão não se perdesse no tempo, publicou-a em folhetins de diversos jornais. Foi a partir do texto de José Júlio que elaborou-se a adaptação da história para uma peça teatral. O Ermitão é a personagem principal, cujo o nome próprio é Plácido Francisco. Durante a infância fez muitas maldades, chegando mesmo a ser a excomungado. Na juventude apaixonou-se por uma bela rapariga, Laura, que por acaso era sua prima, com a qual pretendia casar-se, mas tal não era possível porque tinha sido excomungado. Para poder casar, Plácido dirigiu-se ao Vaticano para obter uma bula papal, por forma a levantar a excomunhão.
Depois de ter conseguido a bula papal na viagem regresso, o navio foi envolvido numa violenta tempestade em mar alto. No meio da aflição  prometeu construir uma capela na serra num local donde se visse o mar, caso conseguisse salvar-se… Vou ficar por aqui na história, não vos vou dizer mais… muito obrigado pela vossa atenção. Votos de uma boa noite de teatro e fiquem com a peça teatral o Ermitão…
É de referir que no início das festividades da Sra do Bom Despacho e durante muitos anos, as mesmas prolongavam-se pela noite dentro. A tradição foi-se perdendo... Das pessoas vivas, penso que ninguém se lembra ter participado nas festividades noturnas …
Hoje, oito de setembro de 2017, a festividade durante a tarde e noite realizou-se junto da capela, com música e muita animação, de forma idêntica ao antigamente. Embora com as diferenças inevitáveis das épocas, o espírito festivo renasceu naquele lugar e preencheu com imagens e sentimentos  um espaço que estava vazio nas Nossas mentes... Obrigado!

Plácido Domingues, o Ermitão, e a sua apaixonada Laura estiveram entre nós!  Com certeza que estão muito felizes, pois a sua história de amor não morreu para os mortais e é inequivocamente uma grande lição: o amor não existe, apenas, numa dimensão terrena – O AMOR PODE SER ETERNO.
Nossa Senhora do Livramento, 8 de Setembro de 2017

“As Nossas Plantas, ameaças e conservação”. Ação de sensibilização para a população - São João do Monte


"Para conhecer a biodiversidade vegetal da serra do Caramulo, com destaque para as plantas ameaçadas de extinção, e para desenvolver estratégias de preservação/conservação, os alunos da escola básica do Caramulo, desenvolveram o projeto “Preservar para a biodiversidade aumentar”, premiado no concurso de ideias “Ciência na Escola” da Fundação Ilídio Pinho.

É no contexto deste projeto e do projeto “Renascer das Cinzas” do agrupamento de escolas de Tondela Tomaz Ribeiro que surgiu a ideia de organizar uma ação de sensibilização para a população. No dia 20 de maio, pelas 10 horas, na junta de freguesia de São João do Monte, o Dr. Pedro Ribeiro, que desenvolveu tese de doutoramento pela Universidade de Coimbra sobre a flora do Caramulo, vai dinamizar essa ação de sensibilização intitulada “As nossas plantas, ameaças e conservação”. É importante que os habitantes locais conheçam o património ambiental, e em particular as plantas ameaçadas de extinção, para que possam contribuir para a sua proteção e conservação. Esta ação conta com uma saída de campo na zona envolvente ao rio e à vila de São João do Monte (...)". L.C.
Folha de Tondela, Nº 2084. 26/05/2017.
Identificação e caraterização da flora (sugestão):
 http://flora-on.pt/
http://www.floraiberica.es/

Cantar os Reis- Tradição Secular Viva

Em São João do Monte, neste final de ano, tem-se vindo a cantar os Reis, desde o passado domingo. Apesar das baixas temperaturas que se registam durante a noite, os riseiros, como podem ser chamados os cantadores dos reis, não têm sido demovidos de cumprir a tradição...
É uma delícia participar nesta atividade, pelo convívio, pelo contributo que se dá para manter a tradição viva e pelos sentimentos nostálgicos que nos invadem, oriundos dos tempos de meninice.
Cantar os Reis é uma tradição secular portuguesa em que se canta às portas das casas, invocando a celebração da visita dos três Reis Magos para pedir donativos e esmolas. Os géneros recolhidos (chouriças, morcelas...), bem como ofertas monetárias, são utilizados na realização de um jantar convívio aberto à comunidade.
Existem várias letras e músicas dos Reis, verificando-se diferenças entre regiões e entre localidades da mesma região.  Para que não seja esquecida, nem adulterada a letra da canção dos Reis que tradicionalmente se usa em São João do Monte, deixamos, aqui, o seu registo:
Santos Reis, santos coroados
E vinde ver quem nos coroou
Foi o Sol a mais a Lua
Quando por aqui passou

A cabana era pequena
E não cabiam lá todos três
Foram adorar a Deus
E cada um por sua vez

Viva a patroa da casa
E viva também o patrão
Dê-nos cá duas chouriças
E cinco euros pró garrafão

Ora venha se há de vir e não nos esteja a demorar
É de noite e faz escuro
Temos caminho para andar
(Acordes: DÓ/SOL ou RÉ/FA)

Solstício de inverno no Caramulo

Hoje, acontece o solstício de dezembro ou solstício de inverno (hemisfério norte). É o dia mais pequeno do ano, o sol nasceu às 7h52m e põe-se às 17h07m (referência a Viseu, segundo o site: http://www.sunrise-and-sunset.com/). Este instante marca o início do inverno no hemisfério norte e do verão no hemisfério sul. Registamos em vídeo o nascer do Sol no Caramulo, hoje, dia do solstício de inverno.

O solstício é um momento a partir do qual os dias vão de novo gradualmente aumentando a sua duração no hemisfério norte, fruto da inclinação do eixo da terra e não da distância entre o planeta e o sol. O inverno, que começa hoje, dá lugar à primavera a partir de março.
Neste dia, o sol no plano da eclíptica passará pela declinação mínima (latitude ao equador) de -23° 26′ 4″, atingindo o máximo de fluxo de energia solar (J/m2) no hemisfério sul do planeta. 

Solstícios e Equinócios

Geoformas graníticas do Caramulo

Grupo constituído por  trinta "exploradores" partiu à descoberta de geoformas graníticas do Caramulo.
Caramulinho, 01 de outubro de 2016. 


Extraído de; https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/35547/1/87_Antonio_Vieira_A_morfologia_granitica_e_o_seu_valor_patrimonial.pdf

OBSERVAÇÃO ASTRONÓMICA

Neste último sábado (24 de Setembro), pelas 21h30, o “Posto de Observação da Natureza de Jueus” recebeu mais de 30 pessoas para observar os astros, numa actividade promovida pelo CEISCaramulo, em parceria com a OFIUCO, associação que se dedica à divulgação da astronomia.

Imagem extraída de: http://www.ceiscaramulo.pt/
Para desgosto de alguns, infelizmente as condições meteorológicas não permitiram observar o céu, como todos pretendiam, mas não foi em vão a deslocação a Jueus, uma vez que funcionou oplano b, do agrado dos visitantes.
Desta forma, foi possível vislumbrar, com muita visibilidade e emoção, como se comportam os astros no universo, observando-se o sol, a lua, os planetas, galáxias e estrelas, numa vida feita de perfeição, infalibilidade e mistério.
O Dr. Miguel Pereira Pinto, presidente da OFIUCO, apresentou, na circunstância, vários vídeos sobre astronomia e observação astronómica e explorou um programa que simula, em computador, o que se observa no céu, num dado local e a determinada hora. Foi assim possível ver projectados os astros. Depois de tudo o que se viu e se ficou a saber, o universo é incomensurável e mesmo se fosse possível viajar no tempo durante milhões de anos, não se conseguiria alcançar, pelo menos, uma ínfima parte dele.

A ridente aldeia de Jueus, na freguesia do Guardão e na Serra do Caramulo, reúne condições excepcionais para a observação astronómica, dada a sua localização e a ausência de luz artificial e o Posto de Observação é uma estrutura que permite receber os observadores e prestar o apoio logístico necessário. O CEISCaramulo, a que preside o Dr. Luís Costa, pretende levar a efeito novas actividades do género, tudo se conjugando para que, a breve trecho, possa ser possível, naquele centro, observar os astros pelos fluxos turísticos que demandam as belezas da serra, com os seus museus, a sua gastronomia e a sua hotelaria.
Não obstante o adiantado da hora, enquanto outros dormiam, o “Beirão Online” esteve persente nesta actividade, até cerca da meia-noite, confessando que aprendeu mais alguma coisa sobre a imensidão do universo.

Património Fluvial da União Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho

Mergulhos na Praia Paraíso e no Poço da Pena Branca
Programa: “Património das Freguesias – Quercus + Freguesias + Coletividades

No dia 10 de Setembro de 2016 realizou-se a atividade: “Património Fluvial da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho: Mergulhos na Praia Paraíso e no Poço da Pena Branca”, orientada por Pedro Pereira, João Branco, João Baptista, contou com a participação de duas dezenas de pessoas, maioritariamente jovens pertencentes à Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte. Esta atividade, inserida no programa “Património das Freguesias – Quercus + Freguesias + Coletividades”, foi dinamizada pelo Núcleo Regional de Vila Real e Viseu da Quercus, e contou, a nível local, com os apoios da União de freguesias de São João do Monte e Mosteirinho e da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte.
No ano de 2008, Pedro Pereira, natural de S. João do Monte, lançou o desafio a João Carlos Baptista, para desenvolver uma ação, integrada no Programa Ciência Viva no Verão, na freguesia de São João do Monte. O Programa Ciência Viva no Verão era implementado pela Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, promovia ações nas áreas de Astronomia, Geologia, Biologia, Engenharia, distribuídas por todo o país e dinamizadas pelos mais diversos organismos estatais e não estatais. O desafio foi aceite e realizaram-se em São João do Monte ações da Ciência Viva entre os anos de 2008 e 2014. Foram sete edições sempre com um grande número de participantes oriundos das mais diversas partes do nosso país. Os dois primeiros anos a atividade estava inserida na Geologia no Verão e foi dinamizada  pelo Departamento de Geologia da UTAD, nos anos seguintes, pela grande importância da biodiversidade, passou a estar inserida na Biologia no Verão,  tendo sido dinamizada pela Quercus.
Mergulhos no poço fluvial da Pena Branca.
Em 2015, quando nos preparávamos para realizar a oitava edição da Ciência Viva no Verão, verificamos que ocorreu uma alteração na filosofia do programa, nomeadamente no nome do Programa que passou a designar-se “Ciência Viva no Verão em Rede” dinamizada pelos Centros de Ciência Viva em parceria com outras instituições. Por não querermos deixar morrer este tipo de atividades, pois para além de proporcionarem bons momentos de convívio entre pessoas de diversas faixas etárias em torno do conhecimento científico e de valores de preservação da natureza, promovem, divulgam e valorizam o património natural local. Assim surgiu o Programa: “Património das Freguesias – Quercus + Freguesias + Coletividades”, que tem os seguintes objetivos: 1) aproximar os cidadãos do Património Natural existente nas freguesias, através da realização de percursos temáticos; 2) divulgar e valorizar locais e estruturas com interesse natural, realizadas por especialistas e por membros da comunidade local; 3) promover o contacto entre pessoas e disseminação de conhecimentos e práticas locais e internacionais de valorização patrimonial, num ambiente de valorização pessoal.
       Este projeto é, claramente, fruto da experiência e da aprendizagem que foram adquiridas na freguesia de São João do Monte ao longo das sete edições do programa da Ciência Viva no Verão (um projeto pioneiro de nível mundial) e que foram bem acarinhados, desde o início, pela Associação local e pela Junta de Freguesia.
        A atividade deste ano, intitulada “Património Fluvial da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho: Mergulho na Praia Paraíso e no Poço da Pena Branca”, realizou-se junto das duas linhas de água principais do território, o Rio Águeda e Ribeira do Souto/Dornas, dando-se particular atenção ao património fluvial. Teve início na casa da Câmara (cadeia), junto ao Pelourinho, ambos localizados no paço do antigo concelho.
     Iniciou-se este dia com uma receção calorosa aos participantes, onde foram relembrados os objetivos do programa, seguido das apresentações dos presentes. A Organização prestou informações gerais sobre o património humano e natural da União de Freguesias e sobre as atividades previstas para o dia. Depois de um pequeno-almoço substancial e deleitoso iniciamos as atividades. Como o próprio nome da atividade refere, os mergulhos e os saltos para a água límpida e com temperatura amena, no Poço da Pena Branca, foram uma realidade que deliciaram os participantes, especialmente os mais jovens, numa paisagem verdadeiramente inspiradora e cheia de biodiversidade. Apesar dos mergulhos terem sido bastante arrojados e acrobáticos, tudo correu com a máxima segurança, graças à grande maturidade e sentido de responsabilidade revelado por todos os banhistas de água doce.
       O almoço com produtos regionais e o convívio foram mais uma vez verdadeiramente aliciantes. O espírito sincero de todos os participantes foi sentido graças à disponibilidade e oferta da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte, pelo excelente profissionalismo dos voluntários envolvidos na logística de toda a atividade.
Mergulhos na Praia fluvial do Paraíso,
        A segunda parte da atividade, tinha como destino a Praia do Paraíso. Depois de uma pequena caminhada para conhecer a beleza cultural e natural da zona envolvente seguiram-se os mergulhos nas águas represadas do Águeda. Uma tarde bem passada, não restando dúvidas a ninguém.
No final do dia a Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte ofereceu, um lanche aos participantes.
      A atividade foi do agrado de todos, e foi feito o desafio para continuar com este programa. Participaram ativamente na organização desta atividade, João Branco (Presidente da Direção Nacional da Quercus), João Carlos Baptista (Secretário da direção do Núcleo Regional de Vila Real e Viseu da Quercus), Márcia Rodrigues (Estagiária no Núcleo de Vila Real e Viseu da Quercus), Pedro Pereira (natural de São João do Monte) e Mário Martins (Presidente da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte).
    Agradecemos a participação e o espírito de confraternização demonstrado por todos e aconselhamos a participação em futuras atividade assim como a visitar esta região da serra do Caramulo que é muito muito especial, não só a nível humano como a nível natural. 
Márcia Rodrigues
Atividade noticiada em: - http://obeirao.pt/jornal/; - Jornal de Tondela, Nº 1327; - Folha de Tondela, Nº 2050


Atividade divulgada em: