«...um monstro fabuloso adormecido». Amorim Girão; «a mais linda serra de Portugal». José Júlio César; «a mais pitoresca talvez...». Guia de Portugal; «... é região cheia de encantos». João Arede (Abade de Cucujães).
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- PedroPereira-psilvaluis@gmail.com
- Este blog, amador, foi criado com o intuito de divulgar atividades e acontecimentos relevantes da Serra do Caramulo, bem como o seu património! Fornece, também, informações importantes para quem pretende visitar e conhecer a região! "Viaje" pela Serra (des)conhecida, explorando os seus conteúdos!
“As Nossas Plantas, ameaças e conservação”. Ação de sensibilização para a população - São João do Monte
"Para conhecer a biodiversidade vegetal da serra do Caramulo, com destaque para as plantas ameaçadas de extinção, e para desenvolver estratégias de preservação/conservação, os alunos da escola básica do Caramulo, desenvolveram o projeto “Preservar para a biodiversidade aumentar”, premiado no concurso de ideias “Ciência na Escola” da Fundação Ilídio Pinho.
É no contexto deste projeto e do projeto “Renascer das Cinzas” do agrupamento de escolas de Tondela Tomaz Ribeiro que surgiu a ideia de organizar uma ação de sensibilização para a população. No dia 20 de maio, pelas 10 horas, na junta de freguesia de São João do Monte, o Dr. Pedro Ribeiro, que desenvolveu tese de doutoramento pela Universidade de Coimbra sobre a flora do Caramulo, vai dinamizar essa ação de sensibilização intitulada “As nossas plantas, ameaças e conservação”. É importante que os habitantes locais conheçam o património ambiental, e em particular as plantas ameaçadas de extinção, para que possam contribuir para a sua proteção e conservação. Esta ação conta com uma saída de campo na zona envolvente ao rio e à vila de São João do Monte (...)". L.C.
Folha de Tondela, Nº 2084. 26/05/2017.
Cantar os Reis- Tradição Secular Viva
Em São João do Monte, neste final de ano,
tem-se vindo a cantar os Reis, desde o passado domingo. Apesar das baixas
temperaturas que se registam durante a noite, os riseiros, como podem ser
chamados os cantadores dos reis, não têm sido demovidos de cumprir a
tradição...
É uma delícia participar nesta atividade,
pelo convívio, pelo contributo que se dá para manter a tradição viva e pelos
sentimentos nostálgicos que nos invadem, oriundos dos tempos de meninice.
Cantar os Reis é uma tradição secular
portuguesa em que se canta às portas das casas, invocando a celebração da
visita dos três Reis Magos para pedir donativos e esmolas. Os géneros
recolhidos (chouriças, morcelas...), bem como ofertas monetárias, são utilizados
na realização de um jantar convívio aberto à comunidade.
Existem várias letras e músicas dos Reis,
verificando-se diferenças entre regiões e entre localidades da mesma
região. Para que não seja esquecida, nem
adulterada a letra da canção dos Reis que tradicionalmente se usa em São João
do Monte, deixamos, aqui, o seu registo:
Santos Reis, santos coroados
E vinde ver quem nos coroou
Foi o Sol a mais a Lua
Quando por aqui passou
A cabana era pequena
E não cabiam lá todos três
Foram adorar a Deus
E cada um por sua vez
Viva a patroa da casa
E viva também o patrão
Dê-nos cá duas chouriças
E cinco euros pró garrafão
Ora venha se há de vir e não nos esteja a
demorar
É de noite e faz escuro
Temos caminho para andar
(Acordes: DÓ/SOL ou RÉ/FA)
Solstício de inverno no Caramulo
Hoje, acontece o solstício de dezembro ou
solstício de inverno (hemisfério norte). É o dia mais pequeno do ano, o sol
nasceu às 7h52m e põe-se às 17h07m (referência a Viseu, segundo o site:
http://www.sunrise-and-sunset.com/). Este instante marca o início do inverno no
hemisfério norte e do verão no hemisfério sul. Registamos em vídeo o nascer do Sol no Caramulo, hoje, dia do solstício de inverno.
O solstício é um momento a partir do qual os dias vão de novo gradualmente aumentando a sua duração no hemisfério norte, fruto da inclinação do eixo da terra e não da distância entre o planeta e o sol. O inverno, que começa hoje, dá lugar à primavera a partir de março.
Geoformas graníticas do Caramulo
OBSERVAÇÃO ASTRONÓMICA
Neste último sábado (24 de Setembro), pelas 21h30, o “Posto de
Observação da Natureza de Jueus” recebeu mais de 30 pessoas para observar os
astros, numa actividade promovida pelo CEISCaramulo, em parceria com a OFIUCO,
associação que se dedica à divulgação da astronomia.
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| Imagem extraída de: http://www.ceiscaramulo.pt/ |
Desta forma, foi possível
vislumbrar, com muita visibilidade e emoção, como se comportam os astros no
universo, observando-se o sol, a lua, os planetas, galáxias e estrelas, numa
vida feita de perfeição, infalibilidade e mistério.
O Dr. Miguel Pereira Pinto,
presidente da OFIUCO, apresentou, na circunstância, vários vídeos sobre
astronomia e observação astronómica e explorou um programa que simula, em
computador, o que se observa no céu, num dado local e a determinada hora. Foi
assim possível ver projectados os astros. Depois de tudo o que se viu
e se ficou a saber, o universo é incomensurável e mesmo se fosse possível
viajar no tempo durante milhões de anos, não se conseguiria alcançar, pelo
menos, uma ínfima parte dele.
A ridente aldeia de Jueus, na freguesia do Guardão e na Serra do Caramulo, reúne condições excepcionais para a observação astronómica, dada a sua localização e a ausência de luz artificial e o Posto de Observação é uma estrutura que permite receber os observadores e prestar o apoio logístico necessário. O CEISCaramulo, a que preside o Dr. Luís Costa, pretende levar a efeito novas actividades do género, tudo se conjugando para que, a breve trecho, possa ser possível, naquele centro, observar os astros pelos fluxos turísticos que demandam as belezas da serra, com os seus museus, a sua gastronomia e a sua hotelaria.
Não obstante o adiantado da hora, enquanto outros dormiam, o “Beirão Online” esteve persente nesta actividade, até cerca da meia-noite, confessando que aprendeu mais alguma coisa sobre a imensidão do universo.
Património Fluvial da União Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho
Mergulhos
na Praia Paraíso e no Poço da Pena Branca
Programa: “Património das
Freguesias – Quercus + Freguesias + Coletividades
No dia 10 de Setembro de 2016
realizou-se a atividade: “Património
Fluvial da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho: Mergulhos na
Praia Paraíso e no Poço da Pena Branca”, orientada por Pedro Pereira, João Branco, João
Baptista, contou com a participação de duas dezenas de pessoas, maioritariamente jovens pertencentes
à Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S.
João do Monte. Esta atividade, inserida no programa “Património
das Freguesias – Quercus + Freguesias +
Coletividades”, foi dinamizada pelo Núcleo Regional de Vila Real e Viseu da Quercus, e contou,
a nível local, com os apoios da União de freguesias de São João do Monte e
Mosteirinho e da Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte.
No ano de 2008, Pedro Pereira, natural de S.
João do Monte, lançou o desafio a João Carlos Baptista, para desenvolver uma
ação, integrada no Programa Ciência Viva no Verão, na freguesia de São João do
Monte. O Programa Ciência Viva no Verão
era implementado pela Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica,
promovia ações nas áreas de Astronomia, Geologia, Biologia, Engenharia,
distribuídas por todo o país e dinamizadas pelos mais diversos organismos
estatais e não estatais. O desafio foi aceite e realizaram-se em São
João do Monte ações da Ciência Viva entre os anos de 2008 e 2014. Foram sete
edições sempre com um grande número de participantes oriundos das mais diversas
partes do nosso país. Os dois primeiros anos a atividade estava inserida na
Geologia no Verão e foi dinamizada pelo
Departamento de Geologia da UTAD, nos anos seguintes, pela grande importância
da biodiversidade, passou a estar inserida na Biologia no Verão, tendo sido dinamizada pela Quercus.
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| Mergulhos no poço fluvial da Pena Branca. |
Em 2015, quando nos preparávamos para realizar a
oitava edição da Ciência Viva no Verão, verificamos que ocorreu uma alteração na filosofia do programa,
nomeadamente no nome do Programa que passou a designar-se “Ciência Viva no
Verão em Rede” dinamizada pelos Centros de Ciência Viva em parceria com outras
instituições. Por não querermos deixar morrer este tipo de atividades, pois para
além de proporcionarem bons momentos de convívio entre pessoas de diversas
faixas etárias em torno do conhecimento científico e de valores de preservação da
natureza, promovem, divulgam e valorizam o património natural
local. Assim surgiu o Programa: “Património das Freguesias
– Quercus + Freguesias + Coletividades”, que tem os
seguintes objetivos: 1) aproximar os
cidadãos do Património Natural existente nas freguesias, através da realização
de percursos temáticos; 2) divulgar e
valorizar locais e estruturas com interesse natural, realizadas por
especialistas e por membros da comunidade
local; 3) promover o contacto entre pessoas e disseminação de conhecimentos e
práticas locais e internacionais
de valorização patrimonial, num ambiente de valorização pessoal.
Este
projeto é, claramente, fruto da experiência e da aprendizagem que foram adquiridas
na freguesia de São João do Monte ao longo das sete edições do programa da
Ciência Viva no Verão (um projeto pioneiro de nível mundial) e que foram bem acarinhados,
desde o início, pela Associação local e pela Junta de Freguesia.
A atividade deste ano, intitulada “Património Fluvial da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho: Mergulho na Praia Paraíso e no Poço da Pena Branca”, realizou-se junto das duas linhas de água principais do território, o Rio Águeda e Ribeira do Souto/Dornas, dando-se particular atenção ao património fluvial. Teve início na casa da Câmara (cadeia), junto ao Pelourinho, ambos localizados no paço do antigo concelho.
A atividade deste ano, intitulada “Património Fluvial da União de Freguesias de São João do Monte e Mosteirinho: Mergulho na Praia Paraíso e no Poço da Pena Branca”, realizou-se junto das duas linhas de água principais do território, o Rio Águeda e Ribeira do Souto/Dornas, dando-se particular atenção ao património fluvial. Teve início na casa da Câmara (cadeia), junto ao Pelourinho, ambos localizados no paço do antigo concelho.
Iniciou-se este dia com uma receção calorosa aos participantes, onde
foram relembrados os objetivos do programa, seguido das apresentações dos
presentes. A Organização prestou informações gerais sobre o património humano e
natural da União de Freguesias e sobre as atividades previstas para o dia.
Depois de um pequeno-almoço substancial e deleitoso iniciamos as atividades.
Como o próprio nome da atividade refere, os mergulhos e os saltos para a água
límpida e com temperatura amena, no Poço da Pena Branca, foram uma realidade
que deliciaram os participantes, especialmente os mais jovens, numa paisagem
verdadeiramente inspiradora e cheia de biodiversidade. Apesar dos mergulhos
terem sido bastante arrojados e acrobáticos, tudo correu com a máxima
segurança, graças à grande maturidade e sentido de responsabilidade revelado
por todos os banhistas de água doce.
O almoço com produtos regionais e o convívio foram mais uma vez
verdadeiramente aliciantes. O espírito sincero de todos os participantes foi
sentido graças à disponibilidade e oferta da Associação Desportiva Cultural e
Recreativa de S. João do Monte, pelo excelente profissionalismo dos voluntários
envolvidos na logística de toda a atividade.
A segunda parte da atividade, tinha como destino a Praia do Paraíso.
Depois de uma pequena caminhada para conhecer a beleza cultural e natural da zona
envolvente seguiram-se os mergulhos nas águas represadas do Águeda. Uma tarde
bem passada, não restando dúvidas a ninguém.
No final do dia a Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte ofereceu, um lanche aos participantes.
No final do dia a Associação Desportiva Cultural e Recreativa de S. João do Monte ofereceu, um lanche aos participantes.
A atividade foi do agrado de todos, e foi feito o desafio para continuar
com este programa. Participaram
ativamente na organização desta
atividade, João Branco (Presidente da Direção Nacional da Quercus), João Carlos
Baptista (Secretário da direção do Núcleo Regional de Vila Real e Viseu da
Quercus), Márcia Rodrigues (Estagiária no Núcleo de Vila Real e Viseu da
Quercus), Pedro Pereira (natural
de São João do Monte) e Mário Martins (Presidente da Associação Desportiva
Cultural e Recreativa de S.
João do Monte).
Agradecemos a participação e o espírito de
confraternização demonstrado por todos e aconselhamos a participação em futuras
atividade assim como a visitar esta região da serra do Caramulo que é muito
muito especial, não só a nível humano como a nível natural.
Márcia Rodrigues
Márcia Rodrigues
Atividade noticiada em: - http://obeirao.pt/jornal/; - Jornal
de Tondela, Nº 1327; - Folha de Tondela, Nº 2050
Atividade divulgada em:
- http://obeirao.pt/jornal/index.php?option=com_content&view=article&id=4418:serra-do-caramulo-sempre-a-mexer&catid=61:so-joo-do-monte&Itemid=56 (Beirão Online)
-
(Núcleo Regional de Vila Real e Viseu):
Grande Incêndio de Águeda - agosto de 2016
Este foi o maior incêndio, em área ardida, que afetou a Serra do Caramulo!
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| Incêndio de 2016 (8/8/16): dados provisórios do ICNF. |
Se 2013 foi um ano dramático, em termos de cheias para a cidade de Águeda, com apenas área ardida (“incêndio de Guardão”) na bacia hidrográfica do rio Águeda, provavelmente em 2016 ( meses de outono e inverno) a situação poderá vir a ser mais grave (esperamos que não...) pois, existe uma vasta área ardida não só na bacia hidrográfica do Águeda, mas também na bacia do rio Alfusqueiro.
I- INÍCIO
O Grande Incêndio de Águeda com início no dia oito de
agosto, subiu a serra do Caramulo pelo lado ocidente e, ainda, chegou a terras
do concelho de Tondela.
Data e hora
(notícias)
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Acontecimentos
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Fonte da informação
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08 agosto
13:11
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“O incêndio que deflagrou às 4.09 horas em Préstimo,
Águeda, distrito de Aveiro, obrigou a evacuar um lar de idosos e destruiu um
armazém de materiais de construção no lugar de Á-dos-Ferreiros”.
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08 agosto
17:43
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“Chamas em Águeda avançam rapidamente consumindo vastos
locais de eucaliptos e cortando uma estrada nacional. A situação encontra-se
caótica e o presidente da Câmara Municipal de Águeda avisa que não há meios suficientes
para conter um incêndio que avança sem piedade”.
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09 agosto
9:56 |
“Neste momento,
estamos apenas com uma frente ativa de mato, que está na zona do Avelal. O
resto já está controlado”, disse o autarca. O presidente da Câmara, do
distrito de Aveiro, referiu ainda que o trabalho feito durante a última noite
e madrugada foi “muito grande, porque aproveitou-se bem as condições
atmosféricas para resolver o máximo de problemas”, adiantando que “houve
algumas casas em risco, mas não houve problemas graves”.
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10 agosto
11:33
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“Jorge Almeida
fala em "muitas, muitas frentes de incêndio, num rendilhado que impedia
qualquer ataque mais organizado", num incêndio que dura há dois dias e
que é aquele que nesta manhã de quarta-feira, com 300 operacionais, mais
bombeiros concentra em Portugal Continental. O vereador da Proteção Civil
diz que a esta hora a situação está mais calma e já "só" existem
pelo menos quatro frentes de fogo ativas. Quanto a casas em risco, neste
momento há apenas um caso a preocupar os bombeiros”.
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|
10 agosto
13:56
|
“O incêndio
florestal de Águeda, que voltou a estar ativo durante a madrugada devido ao
vento forte que se faz sentir, está "descontrolado", tendo sido
pedidos meios aéreos com urgência, disse fonte dos Bombeiros”. (...)
"Neste
momento, estamos a precisar urgentemente de meios aéreos pesados. Já pedimos
várias vezes, mas calculamos que os pedidos serão tantos que não há vazão
para tudo", disse à Lusa, o comandante dos Bombeiros de Ílhavo, Carlos
Mouro, que está a comandar as operações no terreno”.
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11 agosto
06:15
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“Aveiro era,
por volta das 04:45, o distrito que concentrava o maior dispositivo de
combate aos incêndios em Portugal Continental, com 1.191 operacionais e 379
viaturas alocadas ao combate de 13 incêndios.
Já os incêndios
de Águeda continuava àquela hora a apresentar uma situação
"desfavorável, mas a ceder aos meios de combate", e o incêndio de
Anadia/ Mealhada também estava "desfavorável", acrescentou”.
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12 agosto
23:48
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“Ao quinto dia,
o fogo que começou em Águeda galgou para o concelho vizinho de Sever do
Vouga. As chamas já terão destruído mais de 7000 hectares”.
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13 agosto
11:09
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“O incêndio de
Águeda, um dos dois fogos de grandes dimensões que lavram nas regiões de
Aveiro e Viseu, está em fase de consolidação e poderá em breve ser dominado,
estimou hoje o adjunto de operações nacional da Proteção Civil”.
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13 agosto
11:21
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“O incêndio de
Águeda está dominado desde as 9:45 mas o comandante da Autoridade Nacional de
Proteção Civil que está no local sublinha que ainda há muito trabalho para
fazer porque o fogo tem grande potencial de reativação”.
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III- METEOROLOGIA
IV- ÁREA ARDIDA
![]() |
| Aspeto de uma parte da área ardida (limitada pela linha vermelha). |
| Limite este (E) da área ardida. |
V- CONSEQUÊNCIAS/IMPACTES
Destruição de bens materiais
Depreciação cénica na paisagem
Cheias, ravinamentos, enxurradas
Como se sabe a destruição da vegetação vai alterar o regime hidrológico uma vez que, o escoamento superficial vai ser elevado, em detrimento da infiltração e, assim, aumentará o caudal de rios e ribeiras, agravando o risco de cheias, especialmente nos meses de outono e inverno.
Emissões de CO2
Um incêndio tem um efeito negativo, duplamente, ao nível das emissões, na medida que origina a libertação de gases com efeito estufa, como reduz a capacidade de absorção e armazenamento de CO2.
Quebra de receitas para a economia...
Após a passagem de um incêndio o valor comercial do material lenhoso desce consideravelmente, perdendo mesmo, em algumas situações, todo o seu valor.
Perda de Solo
A destruição da vegetação tem como consequência o desnudamento do solo ficando o mesmo mais suscetível à ação direta da chuva e dos ventos, levando à erosão do mesmo e ao seu empobrecimento por arrastamento dos nutrientes.
Espécies invasoras
...
...
Águeda, cidade com longo historial de cenários de cheias, localiza-se nas margens do rio com o mesmo nome da Cidade na sua secção inferior,onde este curso fluvial transporte água da maioria dos seus afluentes. As duas linhas de água que merecem mais atenção, por serem as mais caudalosas, são: o próprio rio Águeda e o rio Alfusqueiro (este último afluente do primeiro). A confluência ocorre junto da povoação de Bolfiar, para montante da cidade de Águeda.
O rio Alfusqueiro está, naturalmente, integrado na bacia hidrográfica do rio Águeda por ser seu afluente. Para melhor percebermos o que poderá vir a acontecer, individualizaremos estas bacias...
Se 2013 foi um ano dramático, em termos de cheias para a cidade de Águeda, com apenas área ardida (“incêndio de Guardão”) na bacia hidrográfica do rio Águeda, provavelmente em 2016 ( meses de outono e inverno) a situação poderá vir a ser mais grave (esperamos que não...) pois, existe uma vasta área ardida não só na bacia hidrográfica do Águeda, mas também na bacia do rio Alfusqueiro.
Destruição da fauna e flora e consequente perda de biodiversidade
Toda a fauna e flora de uma área percorrida por um incêndio florestal é gravemente afetadaDestruição da fauna e flora e consequente perda de biodiversidade
Emissões de CO2
Um incêndio tem um efeito negativo, duplamente, ao nível das emissões, na medida que origina a libertação de gases com efeito estufa, como reduz a capacidade de absorção e armazenamento de CO2.
Quebra de receitas para a economia...
Após a passagem de um incêndio o valor comercial do material lenhoso desce consideravelmente, perdendo mesmo, em algumas situações, todo o seu valor.
Perda de Solo
A destruição da vegetação tem como consequência o desnudamento do solo ficando o mesmo mais suscetível à ação direta da chuva e dos ventos, levando à erosão do mesmo e ao seu empobrecimento por arrastamento dos nutrientes.
Espécies invasoras
...
...
VI- MEDIDAS DE APOIO
"AVISO N.º 24 / 2016
Avisam-se todos os munícipes que a Câmara Municipal de Águeda se encontra a efetuar o registo dos prejuízos de âmbito agrícola (culturas permanentes, temporárias, equipamentos e construções), resultantes do incêndio que deflagrou, no nosso concelho, no dia 8 de agosto de 2016.
Para o efeito, é necessário o preenchimento de um formulário próprio, pelo que os interessados devem dirigir-se à Junta de Freguesia da área de residência ou ao Gabinete de Atendimento ao Munícipe, na Câmara Municipal, até ao dia 30 de agosto, para posterior envio à Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro.
Águeda, Paços do Concelho, 19 de agosto de 2016
O Presidente da Câmara Municipal,
Dr. Gil Nadais"
Fonte: https://www.facebook.com/profile.php?id=100011899307690&fref=nf&pnref=story
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